Tecnologia potencializa profissional de engenharia

Conhecer desde as características do solo ao acabamento que receberá a edificação do processo construtivo aplicado na construção. Desbravar e consolidar a imaginação de seus clientes,  traduzir em papel, em escalas e cotas são algumas das funções do Engenheiro Civil. Ele atua em projetos, estradas, estruturas, tecnologias, execuções de grandes obras, primando sempre pela segurança e a qualidade.

Atuando no mercado da construção civil desde 2006, onde a primeira formação foi como Tecnólogo de Construção de Edifício e depois como bacharel de Engenharia Civil, Hiran Estumano Galvão, 33, atualmente opera como Orçamentista de Obras e como Gestor de Obras, principalmente em Planejamento de Obras, onde há a fusão das duas áreas, alinhando os estudos de Custos à Execução de Obra.

Vencer os desafios da carreira na atual crise econômica é a realidade do mercado para engenheiro civil. “Além de compreender que o mercado da construção civil é cíclico, de altos e baixos, e que por sorte, estamos em ascensão novamente, a última foi na época da Copa do Mundo em 2014. Reinventar-se no mercado, buscar novas fronteiras e descobrir novos locais de atuação”, afirma o engenheiro. 

O mercado não limita-se apenas Manaus, Hiran destaca que os profissionais e pessoas que saem dos municípios para estudar na capital,  retornam constantemente para contribuir profissionalmente em suas cidades em diversas áreas.

“O interior está desenvolvendo sua infraestrutura (ruas, instalações elétricas, saneamento , etc). De forma mais profissional. Vejo a prosperidade de forma correta, sem vícios e com acompanhamento profissional eficiente e isso reflete não apenas na esfera pública, mas também em empreendimentos particulares. Isso molda o mercado para cada vertente de atuação, não só o da construção”. 

Ele explica ainda que as nuances na carreira com a inserção da tecnologia em canteiro de obras também estão direcionando a profissão para um novo caminho, com avanço dos conhecimentos profissionais, o acesso das informações e os  canais de comunicação. “Absorver a inclusão do BIM – Building Information Model (Modelagem da Informação da Construção) aplicação de projetos de computador em 3D, realidade virtual aumentada aplicada inclusive em canteiro. Criação de Softwares para cálculos e dimensionamentos de estruturas e instalações. A fim de facilitar a correta execução e praticamente elimina erros de obra e isso já é uma realidade”, explica. 

Entre  as dificuldades que o profissional recém-formado pode se deparar na carreira, Hiran diz que é criar e manter um network profissional. Entender desde a faculdade seu nicho de afinidade acadêmica e especializar-se para tornar-se profissional da área. Além de oferecer suas contribuições de agilidade no ditado “uma mão lava a outra” com os mais experientes. “É entender que a grade do curso das Engenharias está defasada para o mercado profissional, (empreendedorismo), o conhecimento de mercado, que é o mais novo modelo de empresas, com agilidade, mobilidade, sempre aliando-se a tecnologia”, conclui. 

Mulheres engenheiras buscam mais espaço 

Nem mesmo caminho considerado árduo e cheio de obstáculos para as mulheres na engenharia civil deteve a engenheira, Alcineia da Mota, 48. Com 20 anos de profissão, o currículo é vasto. Dentre algumas das funções de atuação estão execuções, planejamento, coordenação de obras/serviços de engenharia civil, consultoria em engenharia diagnóstica, gestão de manutenção, são algumas das ocupações que ela exerce. Ela ressalta a importância de identificar um caminho de igualdade entre as mulheres e os homens na engenharia civil. 

“Elas precisam vencer preconceitos e impor seu estilo de liderança nesse ambiente ainda muito masculino. Algumas precisaram encarar situações constrangedoras e até assédio moral para poder realizar o sonho de exercer a profissão. È grande o número de engenheiras, principalmente as que atuam no campo da tecnologia, que ocupam posições de destaque”. E  lembra que Aqui mesmo no estado, têm muitas engenheiras que ocupam cargos de grande destaque nas entidades públicas e privadas, como secretárias executivas, presidentes, diretoras, coordenadoras e gerentes. “Muitas são ainda mais audaciosas e rompem barreiras ao fundar e gerenciar suas próprias empresas. Hoje já rivalizam com os homens nas contratações de profissionais nos canteiros de obras”. 

Ela explica que a mão de obra feminina na construção civil também está sendo beneficiada pelos avanços tecnológicos no canteiro de obras, que cada vez mais dispensa a força física e privilegia a qualificação profissional. Além disso, alguns estados possuem leis que estabelecem cotas para mulheres na construção civil. O pioneiro é Minas Gerais, que desde 2015 reserva 5% das vagas para trabalhadoras em obras públicas.

“Mas o mercado atual é muito influenciado pela situação econômica do país. Atualmente o mercado está muito competitivo e cada vez mais vem mudando seu cenário exigindo que o engenheiro seja cada vez mais especializado e domine novas tecnologias.” 

Ela evidencia ainda mais ao explicar que a Engenharia Cívil está caminhando para uma consciência onde é necessário de maneira eficiente buscar meios de construir de modo sustentável e explorar cada vez mais a tecnologia a favor da carreira, já que a concorrência acirrada e a redução das margens de lucro forçam as inovações na construção civil a desenvolverem novos métodos. Ela cita cita  alguns exemplos como a impressão 3D, o uso de drones, a energia zero que trata da autossuficiência energética com atenção ao aquecimento global e os atuais problemas climáticos. O A IoT, chamada de “a internet das coisas”, também conhecida como IoT, Internet of Things que agrupa diversos aspectos da tecnologia aplicada à construção, incluindo o rastreamento de equipamentos e funcionários, tecnologias vestíveis e outras informações coletadas no local de trabalho. E o uso da tecnologia BIM adicionando novas opções e funcionalidades ao diretório de softwares de gerenciamento de construção. 

No entendimento da engenheira, conseguir a primeira oportunidade de trabalho durante a graduação ou recém-formado, tem sido complicado nesses últimos anos. Afinal o mercado pede experiência e acervo profissional. Mas, é sempre um mercado promissor, pois as populações crescem, e por conta disso necessário construir mais hospitais, escolas, estradas e realizar reformas e manutenção ao que já existe. Quanto mais contato você tiver com a prática da profissão, mais chances de conquistar espaço no mercado. Ela orienta “ comece apostando nas chances que a vida de universitário oferece, como estágios, participação em empresas juniores, programas de monitoria, núcleos de empregabilidade da instituição”.  

Conforme Alcineia, o mais o importante, em qualquer profissão, é não estagnar. Afinal, o mercado de trabalho de engenharia civil está cheio de pessoas qualificadas e é preciso se dedicar ao aprimoramento contínuo para ter destaque nesse cenário. “Atitudes sustentáveis na nossa profissão são fundamentais e, provavelmente, vai crescer cada vez mais, principalmente para nós que atuamos nesta região. Logo, o engenheiro civil deve acompanhar essas necessidades e adaptar ao seu modo de trabalho”. Além de estudar novos materiais e fazer cursos ligados ao meio ambiente são ótimas maneiras de tornar o seu currículo mais atrativo. E para finalizar,  realizar o registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas-Crea-AM, das atividades técnicas realizadas, visto que para o engenheiro o acervo técnico profissional dar confiabilidade e é fundamental para comprovar sua vasta experiência curricular.

Ela faz questão de salientar que os indicadores de atividades correntes nos últimos anos não foram favoráveis para a construção civil no Brasil. Mas as projeções otimistas se concretizaram e a construção civil registrou recuperação em 2019, mesmo diante dos grandes desafios. 

“O mercado da construção civil no Amazonas comemorou o trimestre, e graças ao setor imobiliário que apresentou um faturamento significativo e aos números positivos alcançados pelo setor da Construção civil no estado. Dados do  Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AM) e a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-AM) durante a apresentação da pesquisa do mercado imobiliário. Esse dado é sinalizador que nos últimos meses, o mercado apresentou sinais de melhora e o ambiente é de otimismo. As empresas estão construindo mais e consequentemente, impulsionando apostas positivas para garantir o crescimento da economia, criando emprego e renda”, comemora. 

Carreira mapeada

Área de atuação 

Engenheiros civis podem trabalhar em construtoras, escritórios, indústrias. Também podem atuar com consultorias autônomas, peritos da engenharia legal, como docentes no ensino superior. Nos mais diversos campos, o engenheiro civil pode ser inserido em qualquer etapa do processo que envolve uma construção como. idealização de projetos, realização de cálculos, análise de estruturas, execução de obras, gerenciamento de equipes operacionais, acompanhamento técnico e fiscalização de áreas construídas. Existem oportunidades de emprego, tanto no setor privado quanto em órgãos públicos. 

Média salarial 

De acordo com a pesquisa salarial do Site Nacional de Empregos (Sine), a média nacional vai de R$ 4.374 a R$ 18.048, dependendo de fatores como o tempo de experiência do profissional e o porte da empresa contratante.

Perfil

O domínio da informática, softwares de engenharias e a habilidade com outras línguas, por exemplo, são requisitos para quem deseja competir por vagas de maior destaque. É importante que este profissional seja muito organizado e meticuloso em seus projetos.

Outra característica importante para que um engenheiro civil tenha sucesso em sua profissão, é acompanhar as tendências do setor e estar atento às novas tecnologias voltadas à construção civil.

Onde estudar

O curso deve ofertado por instituições de Ensino Superior reconhecidas pelo MEC. Para obter esse registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas-Crea-AM é obrigatório apresentar um diploma de bacharelado em Engenharia Civil reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Por isso, a única forma de entrar no mercado é fazendo uma graduação de qualidade, devidamente autorizada, reconhecida e bem avaliada pelo órgão.A graduação em Engenharia Civil tem a duração média de 5 anos

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