3 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Sobrevivência difícil para micro

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O Amazonas tem a segunda pior taxa de sobrevivência para micro e pequenas empresas do Brasil, de acordo com estudo divulgado ontem, pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O Amazonas tem a segunda pior taxa de sobrevivência para micro e pequenas empresas do Brasil, de acordo com estudo divulgado ontem, pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
De acordo com a pesquisa, apenas 59% dos micro e pequenos empresários que começam negócios no Estado ultrapassam os dois anos com os empreendimentos funcionando. O Amazonas fica na frente apenas de Pernambuco, cuja taxa de sobrevivência é de 58%. A média nacional é de 73%.
O gerente de Planejamento do Sebrae no Amazonas, Vicente Schettini, declarou que o resultado do levantamento indica que é preciso buscar ainda mais compreensão sobre o universo das micro e pequenas empresas. “A partir desses números, vamos aprofundar as razões e buscar um ponto de inflexão para tomr as devidas providências”.
De imediato, ele destacou que muitas razões contribuem para o quadro atual, entre elas, o perfil do empreendedor. Muitas vezes ele abre um negócio próprio por necessidade e não por visualizar ali uma oportunidade lucrativa. Também há a falta de uma investigação inicial, ou seja, uma pesquisa para saber se a oportunidade é viável, e ainda uma baixa escolaridade e pouco capital de giro para iniciar a empreitada”, detalhou.
Além disso, o gerente apontou que gargalos estruturais do próprio estado, como problemas logísticos, de infraestrutura além da falta de incentivos fiscais especiais, concedidos em outras regiões, também inibem o desempenho. “A situ­ação do Amazonas, acom­panha o resultado pouco satisfatório da região norte, uma vez que essa não é uma deficiência apenas nossa mas de toda a região, pois nunca houve aqui uma cultura de educação empreendedora”, justificou.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, criticou a política de incentivos aos micro e pequenos empresários. “Às vezes, o micro empresário deixa de pagar R$ 1.200 de impostos por conta dos incentivos, mas com contas de água, luz, telefone, IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) chega a gastar R$ 5.000, por exemplo. Do que adianta?”, questionou.
Na opinião dele, faltam juros subsidiados e mais incentivos para essa categoria empresarial.
Embora a pesquisa aponte um desempenho desfavorável para o segmento no Amazonas, a vice-presidente da Femicro–AM (Federação das associações de microempresas e empresas de pequeno porte do amazonas), Rai Lima, aposta numa evolução dos micro e pequenos.
“A nossa percepção, é que mesmo a passos lentos, a mortalidade dessas empresas vem diminuindo, ainda é uma melhora mínima, mas quem acompanha de perto verifica que está acontecendo”, avaliou.
Para ela, um dos fatores que ainda precisa evoluir para a melhoria da performance amazonense, é entre outros, uma intensificação de busca da informação por parte do empreendedor.
Nesse sentido, Vicente Schettini, ressaltou que o Sebrae – AM está intensificando os esforços para a formalização e manutenção dos micro e pequenos empreendedores no mercado. “Até dezembro do ano passado, registramos 11.301 empreendedores individuais, queremos aumentar esse número. Estamos trabalhando para isso”, finalizou.

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