Responsabilidade é de quem concede valor

A educação financeira do consumidor foi um dos pontos debatidos durante o C4 (Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor) que terminou no último sábado em São Paulo. Um dos painéis destacou o tema, apontado por especialistas como um dos mais importantes no processo do uso do crédito consciente no Brasil. É unânime a opinião de que esta é uma responsabilidade de quem concede o crédito (instituições financeiras e varejistas) e também daquelas pessoas que tomam o empréstimo.
 Para Roseli Garcia, superintendente de produtos e serviços da ACSP, está é uma tarefa conjunta. “O consumidor precisa planejar melhor o seu orçamento familiar, contabilizando impresvistos que podem aparecer pelo caminho quando ele toma um empréstimo de longo prazo. Pelo lado das instituições, avaliar o risco do superendividamento deste cliente também é essencial para amenizar perdas”.
 Ela defende que para equacionar essa operação, é fundamental a implantação do cadastro positivo no país. “A ferramenta irá auxiliar as duas pontas do negócio. Com base nas informações do comportamento de crédito dos consumidores, é possível uma melhor avaliação dos riscos para instituições e do iminente endividamento do cliente”.
No entanto, uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, aponta que 81% dos paulistanos não conhecem o conceito de cadastro positivo. Mas, ao serem orientados sobre o sistema, 25% deles têm a percepção de que a sua implantação poderia contribuir para melhorar as condições dos empréstimos para aqueles que mantêm seus compromissos em dia.

Parcela e orçamento

O mesmo levantamento, conduzido pela Toledo & Associados, mostra que a maior parte dos consumidores (83%), ao tomarem empréstimos, olham somente se a parcela cabe em seu orçamento, não se importando com o prazo e os juros embutidos na operação. Destes, 70% desconhecem as taxas de juros.
Franck Vignard Rozes, diretor-executivo da Cetelem, analisa que já há um movimento do consumidor em gerenciar melhor os seus custos. “Entre 2002 e 2007, o crescimento neste item das famílias brasileiras expandiu 17%”, disse. Para o executvo, entender a gestão financeira pessoal é um bom ponto de partida no caminho para o crédito responsável.

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