Produção industrial avança 0,4%

A produção industrial cresceu 0,4% em julho em relação a junho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acumulando no ano alta de 15%, um recorde para o período. Na comparação com julho do ano passado, a produção subiu 8,7%. Em julho, a indústria mostrou sinais de recuperação, após três meses em queda na comparação com mês anterior -embora as taxas de crescimento no nível de atividade operem em um ritmo mais lento do que o observado nos primeiros meses do ano. A análise é do economista do IBGE, André Macedo. “Iniciamos o terceiro trimestre em ritmo de crescimento, embora seja menos intenso”, afirmou.
Ele reiterou que o aumento foi o primeiro resultado positivo na comparação mensal desde março. A partir de abril, a indústria brasileira mostrou quedas sucessivas, de 0,9% em abril; de 0,2% em maio e de 1,1% em junho. No entanto, Macedo admitiu que, ao se comparar as taxas de crescimento nos primeiros meses do ano, o ritmo de elevação na produção industrial em julho é mais fraco. No primeiro trimestre, a produção mostrou taxas positivas de 1,2%; de 1,4%; e de 3,4% respectivamente, na comparação com mês anterior. O aumento acumulado somou cerca de 6%, de acordo com Macedo.
Sobre a alta de 15%, Macedo lembrou que os primeiros sete meses de 2010 mostram um cenário de recuperação, após o “tombo” sofrido pela indústria por causa da crise. O mesmo não pode ser dito dos primeiros meses de 2009, que ainda mostravam os efeitos negativos da crise na atividade industrial.
Conforme o economista, uma das atividades que mais ajudaram a puxar para cima o desempenho ao longo do ano foi a de bens de capital, cuja produção acumula alta de 28,3% de janeiro a julho. “A produção industrial de bens intermediários também ajudou muito”, disse, ao informar que nesta categoria a produção acumula aumento de 16,4% até o mês passado. Embora a taxa de crescimento tenha sido mais fraca do que a de bens de capital, o setor tem mais peso dentro da indústria geral, e representa 55% do total da produção industrial brasileira.
Macedo também relatou que a produção de veículos automotores em julho foi destaque e subiu 3,6% no mês passado ante o mês anterior, uma das maiores influências na formação da taxa de crescimento de 0,40% na produção.

Bens de capital

Houve queda queda de 0,2% na produção industrial de bens de capital em julho ante junho, o que foi considerada por Macedo uma “acomodação”. A produção caiu pela segunda vez consecutiva, após ceder 2% no mês anterior, na mesma base de comparação. Ele explicou que o setor de bens de capital mostra trajetória ascendente no ritmo de produção há um período considerável de tempo. Desde abril de 2009, a produção mostra resultados positivos sucessivos – até a queda observada em junho. O técnico preferiu não tecer comentários sobre a evolução da produção industrial de bens de capital para os próximos meses. “Precisamos esperar as próximas informações para saber o que vai acontecer pela frente”, afirmou.
Para ele, “tudo indica que esta elevação no ritmo de atividade industrial (em julho) vai se fortalecer ao longo do segundo semestre”. Ele lembrou que, normalmente no segundo semestre, a economia encontra-se quase sempre mais aquecida em comparação com o primeiro semestre, por conta das vendas relacionadas ao Natal.

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