Prefeito de Coari diz que Omar Aziz assegura verbas para projetos do município

Somente agora, depois de quase seis meses à frente da administração do município de Coari, o prefeito Arnaldo Mitouso (PMN) se aventura a falar sobre projetos e obras para a cidade. O motivo, segundo ele, é que faltou apoio do governo do Estado, que sequer o recebeu durante esse período. Os primeiros projetos que pretende implementar é a construção da ponte do Pêra, orçada em R$ 20 milhões, e a recuperação da malha viária da sede do município, onde deverão ser empregados entre R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.
“Conversei com o Omar Aziz e ele me assegurou que, como governador, vai ajudar a viabilizar esses projetos, liberando recursos para essas obras”, disse Mitouso. O prefeito explicou que a construção da ponte vai beneficiar cinco mil pessoas, que moram nos bairros Pêra 1, 2 e 3. Quanto à malha viária, Mitouso destacou que quando assumiu a administração de Coari, as ruas estavam completamente esburacadas, dificultando o fluxo de trânsito na cidade. Disse, ainda, que a prefeitura vai construir 3.000 moradias, com recursos próprios e do governo federal, através do Programa Minha Casa Minha Vida. São habitações destinadas a pessoas de baixa renda.
Mitouso explica, ainda, que em outubro de 2009, quando assumiu a Prefeitura, os servidores estavam sem receber o salário do mês de setembro, as escolas, principalmente da zona rural, estavam abandonadas e os alunos sem aulas há 90 dias, as unidades de saúde estavam desativadas por falta de medicamentos e profissionais e o hospital da cidade estava funcionando parcialmente. “Esses setores já estão funcionando normalmente”, garante Mitouso.
“O grupo político que administrava Coari só tinha olhos para os recursos vindos dos royalties do petróleo, esqueceram o município, precisamos recuperar até o setor primário de Coari, que é a terra da banana e hoje não temos mais essa fruta”. O estranho, alega o prefeito, é que apesar dos recursos do petróleo, em outubro do ano passado a prefeitura tinha apenas R$ 280 em caixa. Mitouso disse que o município estava, inclusive, impedido de firmar convênios, uma vez que a prefeitura tinha uma dívida de R$ 57 milhões com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que tinha sido parcelada, mas o município não estava pagando. Para recuperar o crédito, a atual administração teve que desembolsar R$ 2,5 milhões, com isso, existe a expectativa de que a partir do dia 10 de abril a prefeitura de Coari possa voltar a fazer convênio.
Mitouso disse, ainda, de 2009 até março de 2010, Coari deixou de arrecadar cerca de R$ 60 milhões, somando perdas com o ISS (Imposto sobre Serviços), onde as empresas que trabalharam na instalação do gasoduto, deixaram de pagar esse tributo. A perda com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), sendo os números da Prefeitura, varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês, já com o FPM (Fundo de Participação do Município) deixam de entrar nos cofres da Prefeitura cerca de R$ 400 mil por mês.

Grupo político de Mitouso vai trabalhar para Aziz

O prefeito do município de Coari, Arnaldo Mitouso, disse que seu grupo político pretende lançar um candidato para disputar uma vaga na ALE (Assembléia Legislativa do Estado), nas eleições de outubro. Esse grupo vai também apoiar um candidato a deputado federal e vai se empenhar na campanha de reeleição de Omar Aziz, caso ele confirme sua candidatura.
“O Omar Aziz é um companheiro leal, um homem de palavra, me garantiu as condições para que eu fosse candidato a prefeito de Coari. Espero uma grande parceria com o governo de Omar Aziz”, destacou Mitouso. Pelos cálculos da prefeitura, Coari tem uma população de 80 mil habitantes, desse total, 45 mil devem estar aptos a votar nas eleições deste ano.
Mitouso falou também sobre as desavenças com o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), que está usando a Rádio FM Cidade de Coari e a Rádio Rural de Coari, para falar mal da atual administração. O prefeito explicou que, durante sua campanha, o deputado chegou a subir no palanque para pedir votos, mesmo sabendo que um outro candidato à Câmara dos Deputados iria receber o apoio da prefeitura.
“Depois da campanha, o Sabino nos procurou querendo a Secretaria de Finanças para colocar alguém de seu grupo. Aleguei que isso não seria possível porque essa secretaria é estratégica e eu iria colocar alguém de minha confiança. O deputado quis, então, [que eu] nomeasse uma parenta sua para um cargo na prefeitura, o que também não foi feito. Ele ainda tentou alugar máquinas (caçambas), o que também não foi possível”, explicou Mitouso.
Para completar, disse o prefeito, “o deputado, que durante minha campanha falava mal dos administradores anteriores, chegou a Coari num jatinho acompanhado de pessoas ligadas ao grupo do ex-prefeito. Ele foi vaiado no aeroporto e em seguida foi para a rádio falar mal de minha administração”.

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