Poucos manifestantes na visita presidencial

Ao contrário do esperado – e do que foi prometido por sindicalistas – a visita da presidente Dilma Rousseff à Arena da Amazônia, que aconteceu na última sexta-feira (14), não foi marcada por grandes protestos ou mobilizações populares. Enquanto a chefe do executivo nacional visitava as dependências do estádio amazonenses, do lado de fora o que se observava eram grupos pequenos de manifestantes pacíficos dividindo espaço com um forte aparato policial.
Entre os manifestantes estava um pequeno grupo de estudantes que protestavam contra a corrupção, os gastos com a Copa do Mundo e até mesmo contra o prefeito de Coari Adail Pinheiro.
Os urbanitários foram os únicos trabalhadores que aproveitaram a presença da presidente para se mobilizar. Liderados pelo presidente do Stiuam (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Amazonas), Edney Martins, o movimento tinha o objetivo de denunciar uma suposta manobra de segmentos do governo que pretende privatizar a distribuição de energia elétrica no Estado. Na opinião dele, isso deverá trazer consequências graves para a população e para a economia do Amazonas.
“Assim que venderem a empresa de energia elétrica, a tendência é de aumento nas tarifas, a exemplo do que aconteceu no Pará. No Estado vizinho a tarifa aumentou mais de 50% em menos de um ano após a privatização. Privatização não é a solução para os problemas do setor de energia no Amazonas, e sim investimentos do governo e a revitalização de nosso parque elétrico”, defendeu o sindicalista. Além disso Edney Martins acredita que a privatização representa a entrega do interior do Estado ao abandono porque, segundo ele, “a empresa vencedora da venda não irá fazer os investimentos que o interior do Estado necessita para o desenvolvimento do setor elétrico.
Os manifestantes, no entanto, não tiveram acesso à comitiva presidencial, que se limitou a visitar as dependências da Arena da Amazônia. Os únicos trabalhadores recebidos por Dilma Rousseff foram os operários da obra, que foram cumprimentados e posaram para fotos com a presidente.

Indústria tranquilizada

Após visita na Arena, a presidente participou da inauguração do barco-escola Samaúma 2, do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Durante a solenidade, que contou com a participação de representantes da industrial local e nacional, Dilma reforçou o compromisso do governo federa l– já prometido durante a entrega do residencial Viver Melhor – tanto na aprovação da PEC que prorroga os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, como na defesa do modelo junto à OMC (Organização Mundial do Comércio).
Um dos convidados do evento, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athayde Mariano Félix, afirmou que declarações da presidente trazem tranquilidade ao setor.
“Isso traz tranquilidade. Ameniza aquela dicotomia que existe no planejamento das empresas. Quando a presidente fala, ela nos dá toda a condição de garantir o apoio necessário”, concluiu.

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