PIM ganha mais reforço na produção

A atualização do projeto da Bramont para produzir veículos automotivos para transporte de mercadorias (picapes) e utilitários (jipes) foi o investimento de maior destaque na reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) realizada quinta-feira (3) na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
O aporte será de mais R$ 136,8 milhões em três anos e a mão de obra adicional gerada será de 162 postos de trabalho, entre diretos e indiretos. A fábrica está instalada no Distrito Industrial desde 2007 e emprega 71 trabalhadores, de acordo com o projeto inicial levado ao Codam. Até o final do terceiro ano, está prevista uma produção de 7,73 mil picapes e 2,31 mil jipes.
Em uma pauta que reuniu projetos de pouca expressão em termos de investimentos, este foi o único que projetou injeção de capital acima de R$ 100 milhões e um dos três –junto com a CMC e a Salcomp que estimou contratação acima de cem trabalhadores para os próximos três anos.
Ao todo foram 35 projetos contra os 41 do mesmo período do ano passado, geração de 1.370 gastos de trabalho contra os 1.887 previstos na pauta de 2011 e um investimento global de R$ 454,61, 63,44% a menos frente aos R$ 1,243 bilhão da pauta do ano anterior.
“O número é menor, mas nós estamos no começo do ano. Em 2011 tivemos investimentos pontuais, mas se compararmos com 2010, estamos na média”, justificou o secretário de Estado de Panejamento, Airton Claudino.
No entanto, ele admitiu haver uma preocupação com o cenário de demissões do primeiro trimestre e com o quadro de crise externa. “Com a crise mundial, a indústria brasileira está passando por alguns ajustes. Mas ainda há demanda e consultas por empreendimentos, então acredito que na metade do ano, essa situação será revertida”, ponderou.

Guerra dos portos

A concessão de benefícios fiscais como o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviço) pelos Estados sem a aprovação do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) foi debatido durante a reunião.
O superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira, informou que uma súmula sobre o assunto está disponível no site do STF (Supremo Tribunal Federal) para análise. Ele disse que a autarquia, assim como demais entidades da indústria estão defendendo uma redação que preserve a Zona Franca de Manaus.
“Nossa proposta é fazer um pequeno ajuste na redação, para que a súmula se refira à previsão de que o Estado do Amazonas pode legislar autonomamente dentro do processo ZFM, preservando o regime de exceção” .
O prazo inicial de 20 dias para análise encerra-se no dia 14 deste mês. Ele informou ainda que mais cinco dias serão disponibilizados para a colocação de alterações no texto.

Crédito

Ainda durante o encontro, o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, afirmou que na próxima semana deverá ser aprovado um crédito de custeio para o setor pecuário, uma espécie de indenização ao produtor rural afetado pelas enchentes.
“O governo do Estado lançou um programa de custeio emergencial pecuário para 50% sobre o valor do financiamento para ração animal, medicamentos e outros gastos, evitando prejuízos aos pecuaristas. Como a situação é grave esperamos ajustar os detalhes o mais rápido possível”, detalhou.
Ao todo, a pauta aprovou 11 projetos de implantação, 21 de diversificação e três de atualização, totalizando 35, sendo 17 para a produção de bens finais e 18 para a fabricação de componentes (bens intermediários).
Além do projeto da Bramont, outros destaques foram projetos como o da Bioamazonas que pretende injetar R$ 19 milhões e empregar 57 trabalhadores na produção de produtos fitoterápicos e o da Continental, que planeja investir R$ 52 milhões e gerar 205 postos de trabalho com a fabricação de GPS para automóveis.

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