PF vai pedir quebra de sigilo bancário de Godoy

A Polícia Federal em Minas Gerais vai pedir a quebra de sigilo bancário de Freud Godoy, secretário pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ínicio do seu governo. O pedido faz parte de inquérito aberto em Minas para apurar gastos de todas as empresas do empresário Marcos Valério, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por operar o esquema do mensalão. O inquérito sobre a participação do ex-presidente foi aberto após o ministro Joaquim Barbosa remeter depoimento do empresário para a primeira instância.
O pedido de quebra de sigilo se baseia no depoimento do próprio Valério na Procuradoria-geral da República, no qual ele afirmou ter repassado dinheiro a uma empresa de Godoy para bancar despesas pessoais de Lula. A Folha de S.Paulo ainda não teve resposta do advogado de Godoy sobre o pedido.
Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente, disse na época do depoimento de Valério que o dinheiro pode ter sido usado para pagar despesas de viagens do ex-presidente durante campanha eleitoral.
A transferência de dinheiro de Valério para Godoy já era conhecida. A CPI dos Correios, em 2005, identificou um repasse de dinheiro para a empresa de Godoy em 2003.
Em ofício para a PF, o Ministério Público Federal pediu que a polícia tente descobrir no que o dinheiro foi gasto. No ofício, a Procuradoria chama o depoimento de Freud de desnecessário. Valério, que havia sido ouvido por procuradores em setembro, voltou a depor ontem na Polícia Federal sobre o caso.
A investigação já divide membros da PF e do Ministério Público Federal, em meio às discussões da PEC 37(proposta de emenda à constituição), que retira o poder de investigação do Ministério Público.
No caso do depoimento de Valério feito em setembro e que resultou em abertura de inquérito pela PF, os delegados reclamam que tiveram que refazer o trabalho dos membros do Ministério Público. Os policiais alegam que os procuradores não souberam fazer as perguntas necessárias para esclarecer os fatos denunciados pelo operador do mensalão.
A Procuradoria da República do Distrito Federal havia determinado a abertura da investigação baseada no depoimento de Valério.

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