18 de abril de 2021

Pacotes de tarifas ficam mais caros nas instituições privadas

Trata-se do pacote padronizado que o  cliente tem dificuldade em contratar. Na prática, nas agências é desconhecida a existência deste pacote, não sendo de fato ofertado ao cliente

A Proteste Associação de Consumidores realizou, na semana passada, um levantamento nos nove maiores bancos para ver a evolução das tarifas bancárias e constatou que, após dois anos da regulamentação, só o que caiu de preço foi o que o consumidor não consegue contratar. Trata-se do pacote padronizado que o  cliente tem dificuldade em contratar. Na prática, nas agências é desconhecida a existência deste pacote, não sendo de fato ofertado ao cliente.  
Apesar de a legislação garantir ao consumidor o direito de usar uma conta de “serviços essenciais”, sem ter de pagar nenhuma taxa por isso, os bancos, em geral, não divulgam ao consumidor que ele tem esse direito. Como os próprios bancos informam, 60% dos clientes têm pacotes de serviços. Nesses, os reajustes têm penalizado os consumidores. 
Foram analisados como variaram as tarifas cobradas no uso da conta corrente no período de seis meses e de um ano. Os serviços analisados foram valor das cestas de serviços; da tarifa de cadastro;da folha de cheque;do saque e da transferência entre bancos (DOC). Apenas bancos oficiais como Banrisul, Caixa e BB, não tiveram elevações nos valores dos pacotes ofertados.
Já a situação nos bancos privados é diferente. No Banco Itaú, uma das maiores instituições bancárias do país, a entidade verificou que a Maxi Conta Simples aumentou 8% nos últimos seis meses. A Maxi Conta Econômica aumentou 16,47%, passando a custar R$9,90 (era R$8,50). O Bradesco, que também sobe no pódio do segmento, registrou aumento de 16,47% na Cesta Básica.
No banco Real, foi constado que, em seis meses, a Cesta Múltipla aumentou 10,14% –se considerado o período de 12 meses, o aumento é de 20,74%. O caso da Conta Simples é ainda pior: em seis meses o aumento foi de 17,75% e em um ano, de 65,83%.
No Banco HSBC, o Pacote Premier aumentou 8,89% em seis meses e o Premier Básico, 19,05%. 
No Santander, o pacote Completo Master sofreu aumento de 10,14% em seis meses e de 25,38% em um ano. O Especial Master teve aumento ainda maior: 17,75% em seis meses e de 33,56% em um ano. 
No Citibank, as cestas Classic, Top e Premium não apresentaram aumento nos últimos seis meses. Considerado o período de um ano, os aumentos foram de 10,33% a 35,91%, caso da conta Classic, que aumentou de R$ 22 a R$ 29. 
No caso do Itau e do Bradesco, as cestas sofreram aumento sem ter alteração na composição. Nos outros pacotes, houve aumento do número de utilizações disponíveis para alguns serviços.

Tarifas avulsas

Com relação às tarifas avulsas, o custo unitário do saque só sofreu alteração no Itau e no Unibanco, constando em aumento de 23,08% nos últimos seis meses, o custo do saque subiu de R$ 1,30 para R$ 1,60. O custo da folha de cheque também sofreu aumento nos dois bancos.
O custo de transferência entre bancos se manteve em todas as instituições. O valor da tarifa de cadastro se manteve e em alguns casos ocorreu até diminuição do custo.
As variações que mais aparecem são no valor dos pacotes de serviços, em geral todos os correntistas contratam uma cesta, por ser mais conveniente ou por desconhecer que é possível ter uma conta corrente sem precisar contratar um pacote. Inclusive, mesmo sem a contratação de pacote, por determinação do Banco Central, todo correntista tem direito a uma série de serviços gratuitos –os serviços essenciais. Entre estes serviços destacam-se o direito a quatro saques por mês, a consulta a extrato em terminal eletrônico e a dez folhas de cheque por mês.

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