10 de abril de 2021

Volta do IPI deve reduzir vendas de bens duráveis em maio, aponta especialista

A retomada da cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em bens duráveis faz com que um aumento de preços sobre os eletrodomésticos e automóveis seja inevitável no próximo mês, segundo análise do Cenofisco

A retomada da cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em bens duráveis faz com que um aumento de preços sobre os eletrodomésticos e automóveis seja inevitável no próximo mês, segundo análise do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal). Somente para os carros, o incentivo foi responsável por 20,7% das vendas de veículos durante os meses de janeiro a dezembro de 2009. Com isso, 2,9 milhões de automóveis foram vendidos no Brasil durante este período.
Os dados, conforme texto distribuído pela entidade à imprensa, confirmam que a medida do governo federal cumpriu bem o seu papel de ajudar a fazer frente à retração da atividade econômica, gerada pela crise financeira mundial.
“Porém, esse cenário tende a mudar e o segmento dos automóveis, o maior beneficiado pela isenção do imposto, deve ser o primeiro a sentir essa mudança”, previu o advogado tributarista do Cenofisco, Jorge Lobão, especialista no assunto.
Os fabricantes brasileiros já sentem os efeitos da elevação dos preços de algumas das principais matérias-primas utilizadas na elaboração dos produtos, a exemplo do aço, da celulose e da resina termoplástica. Trata-se de um fator que pressiona os custos nas linhas de produção e deixam o empresário em dúvida entre repassar o reajuste para o consumidor, sob pena de perder faturamento e posicionamento no mercado, ou assimilaqr o custo e reduzir ainda mais as margens, comprometidas nos últimos meses pelos efeitos da crise.
“Somando essa questão à elevação da taxa básica de juros pelo Copom [Conselho de Política Monetária], os consumidores devem se preparar para encontrar eletroeletrônicos, carros e móveis menos acessíveis em breve”, explicou Lobão.

“Motores de consumo”

A volta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados para bens duráveis e a elevação da taxa de juros, que avançou 0,75 ponto percentual, passando de 8,75% ao ano –a menor registrada até o momento– para 9,5% ao ano, tendem a frear o consumo do segmento este ano, na avaliação do especialista.
“Os créditos e os incentivos fiscais são os motores do consumo. Desta forma, a retomada do Imposto sobre Produtos Industrializados e a esperada elevação da taxa de juros devem reduzir a demanda das famílias este ano”, finalizou.

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