Otimismo domina último trimestre

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Apesar de todos os entraves enfrentados pela economia no Amazonas este ano -crises internacionais, inadimplência elevada, greves trabalhistas, restrição de crédito, indústria e comércio recebem o início do último trimestre de 2012 com otimismo

Apesar de todos os entraves enfrentados pela economia no Amazonas este ano -crises internacionais, inadimplência elevada, greves trabalhistas, restrição de crédito-, indústria e comércio recebem o início do último trimestre de 2012 com otimismo.
A expectativa do varejo, por exemplo, é de que o volume de vendas aumente 30% entre outubro e dezembro deste ano, em relação aos trimestres anteriores.
“Para o comércio é sem dúvida a melhor época do ano. Serão três meses bons porque os números da economia são favoráveis e lentamente vão mostrando recuperação, mas de antemão já alertamos que, provavelmente, não será aquilo que projetávamos no início do ano”, ponderou o vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas), Aderson Frota.
De acordo com ele, a média de crescimento dos anos anteriores é de 35% para esta época do ano. “Hoje, como o momento é delicado -porque a economia de uma forma geral está lenta-, precisamos considerar vários fatores econômicos, além do centro da cidade, que passou três meses interditado por conta da enchente. Por isso, nossa estimativa este ano é um pouco menor. Eu acredito em 30% de incremento”, apostou. Ele lembra que mesmo com a meta do trimestre alcançada, ainda assim o ano não será recuperado, mas já deve representar um alívio para os comerciantes.

Indústria

A indústria, setor mais afetado pelas mudanças na economia em 2012, também aguarda com ansiedade pelos resultados do período.
Com o fraco desempenho do trimestre anterior, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, projeta um crescimento de 4% a 5% nos últimos meses de 2012. Assim como no comércio, o dirigente também disse acreditar que na indústria, esse percentual não basta para recuperar os prejuízos do ano.
“É muito difícil repetirmos a performance do ano passado, porque nesta época já sentíamos o aquecimento da produção e não é o que observamos agora”, apontou. Conforme os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), no ano passado, o último trimestre respondeu pelo faturamento de US$ 10,48 bilhões, o que representou 25,5% do total de US$ 41,06 bilhões acumulados ao longo dos 12 meses do ano.
O montante foi 2,34% maior frente ao faturado no mesmo período de 2010 e apenas 3,05% inferior frente ao terceiro trimestre de 2011.
Já em 2010, o montante acumulado entre outubro e dezembro (US$ 10,24 bilhões) representou quase 30% do total do ano, enquanto o terceiro trimestre respondeu por 25,50%.
Os dados apontam que os dois períodos têm praticamente o mesmo peso para a indústria local.
O presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Eletroeletrônicos e Similares de Manaus), Celso Piacentini, concorda. “O final do ano é sempre melhor. A sazonalidade dos pedidos do Natal incrementam a indústria, especialmente o setor de eletroeletrônico, que em geral recebe pedidos até novembro. O segmento conquistou, no último trimestre do ano passado, faturamento de US$ 4,76 bilhões, pequena retração de 1,85% frente ao acumulado no trimestre anterior.
“O último trimestre é responsável por 40% dos pedidos do ano inteiro para o segmento de eletroeletrônico. É quase metade”, afirmou Piacentini.
Nelson Azevedo acrescenta que os pedidos para o Natal têm início em julho e se estendem de forma significativa até outubro. “O que segura o último trimestre é de fato a produção de eletroeletrônicos, especialmente, de ares-condicionados do tipo split”, reforçou.
Já o polo de duas rodas, ainda segundo os indicadores, tem seu ponto alto no terceiro trimestre e no último tende a desacelerar. O setor desacelerou 17% no último trimestre do ano passado frente ao terceiro trimestre, quando US$ 2,30 bilhões foram faturados.

Empregos

Quanto aos empregos, o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio do Amazonas, José Ribamar Vieira do Nascimento, informou em entrevista concedida no início do mês ao Jornal do Commercio que a expectativa é de um aumento de 15% na oferta de vagas do comércio até o final do ano.
“As contratações temporárias devem se intensificar a partir da segunda quinzena de setembro e até 2 mil trabalhadores devem ser contratados com a expectativa de permanecer no cargo após o Natal”, afirmou, na ocasião.
Já os representantes da indústria, mesmo sem estimar número de contratações, aguardam a retomada de parte dos empregos perdidos em todos os setores até outubro.
Os números mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontam para um saldo de 1.533 demissões na indústria amazonense nos oito primeiros meses do ano. No ano passado, neste mesmo período, o setor empregou 19.771 mil pessoas.

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