Olho na criminalidade pós-crise da Covid-19

A crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus é uma preocupação global que tem sido pauta dos governos de todos os países. Os desdobramentos socioeconômicos mais esperados dessa crise são aumento da taxa de desemprego, diminuição da renda e queda de produção, arrecadação e investimentos.

Questão pouco explorada, no entanto, são os efeitos que o período de recessão econômica pode acarretar no aumento da ocorrência dos crimes, especialmente os patrimoniais, evidenciando que políticas públicas na economia podem ser imprescindíveis para minimizar impactos significativos na criminalidade.

As consequências da adoção de medidas de combate e prevenção ao vírus — como o isolamento social — são severas para as atividades econômicas e fomentam debates sobre a implementação de políticas para mitigação dos resultados negativos da covid-19 para a economia. Nesse sentido, os países têm implementado diversas ações monetárias e fiscais para preservar a liquidez de seus agentes econômicos e garantir o bem estar da população.

Em geral, as principais economias do mundo estão adotando medidas para repor a renda de seus trabalhadores informais e empregados vulneráveis, garantir serviços públicos básicos, conceder isenções e flexibilizar as regras e condições de pagamentos de compromissos fiscais e ampliação dos recursos aplicados na economia. Essas medidas, de cunho — aparentemente — apenas econômico, podem ter um reflexo positivo nas taxas de criminalidade dos países.

Embora diversas medidas passíveis de críticas tenham sido anunciadas nos últimos dias, como auxílio emergencial, diferimento de impostos, autorização de cortes de salários e jornadas de trabalho, pode ser constatada uma fragilidade na resposta brasileira que causa preocupação não só aos economistas, mas também ao demais setores da sociedade, atingindo tema bastante sensível para a população: a segurança pública.

Para além de uma tentativa simplista de explicar o crime pelo puro determinismo economicista, e sem esquecer que, sejam quais forem os fatores de modificação dos níveis de criminalidade, não se pode desconsiderar que as estatísticas são um reflexo do controle de dados exercido pelas autoridades de cada local, verifica-se que, em tempos de crise, há um aumento significativo dos delitos patrimoniais.

As autoridades públicas não podem fechas os olhos para os reflexos que a crise sanitária pode desencadear nos demais âmbitos sociais da nação, em especial no aumento da criminalidade. É fundamental que o Brasil, à luz das principais economias mundiais, inclusive para proteger a segurança pública nacional, adote medidas fiscais, monetárias e políticas para enfrentamento da crise econômica causada pela covid-19.

Fonte: Redação

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