Com mais de 14 milhões de desempregados, o Brasil segue em uma fase na qual as pessoas se reinventam para garantir renda. Nesse cenário, o microempreendedorismo ganhou força: foi essa a maneira que milhares de brasileiros encontraram para garantir suas finanças em um período assolado pela crise, que teve uma facilidade acelerada pela tão frequente digitalização.

Essa rápida mudança de foco no mercado teve como resultado um aumento significativo de novos e-commerces, tecnologias, inovações, novas estratégias de renda e, consequentemente, também balançou o mercado financeiro — especialmente no que tange o pedido de empréstimo.

Alguns meses após a chegada da “Lei do Superendividamento”, que justamente impõe algumas regras para concessão de crédito a pessoas muito endividadas, o Índice FinanZero de Empréstimo (IFE) anuncia um dado importante: os pedidos de empréstimo para abrir o próprio negócio atingiram seu maior patamar desde o período pré-pandemia, em janeiro de 2020. No comparativo anual, as solicitações cresceram 127%.

O relatório, que mede a demanda de crédito pela internet, mostra que os pedidos cresceram 8% de junho para julho e esse índice tende a crescer ainda mais. O maior número de pedidos, no entanto, ocorreu em março de 2021, com crescimento anual de 196%.

Fintechs 

Ter acesso ao crédito hoje já não é uma tarefa tão difícil (e, vale dizer, também não acontece em um piscar de olhos). É por isso que a alta dos juros e toda a burocracia necessária para ter acesso ao empréstimo fez crescer a atuação das fintechs nesse mercado: a otimização e inovação dos serviços oferecidos é mais atrativa, recompensadora e simples para uma série de novos empreendedores. E traz consigo algo que hoje é urgente a esses consumidores: uma solução digital.

Essa crescente procura pelas fintechs e por quem oferece uma menor taxa de juros pode ser vista inclusive na busca desses empresários no Google. O relatório IFE aponta que a busca pela frase “empréstimos com juros baixos” cresceu pelo menos 500% no período de julho de 2020 a julho de 2021.

E, nesse quesito, as fintechs tendem a atender bem o usuário que busca por um empréstimo com juros mais baixos e adequados a todo tipo de negócio, tudo isso de forma digital. “Ao ter uma conta digital de acordo com as suas necessidades, podemos pensar em uma linha de crédito própria para aquele empreendedor. É importante levar em conta que nem todas as cidades possuem uma agência bancária física, então as fintechs podem tornar essas atividades acessíveis a todos os empresários, independente da região”, explica Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero.

O relatório também destaca que o crescimento na busca por empréstimos para novos empreendimentos ocorreu em todas as regiões do País e dá destaque para a região Norte, que apresentou um interesse 11% maior na concessão de crédito em julho — saindo de 59% para 70% —, em comparação com o mês anterior.

Ao todo, a região que mais tem interesse em empréstimos é o Nordeste, com 82%, seguido pela região Sudeste, com 71%.

Concessão de crédito 

Para além avaliar a situação atual de concessão de crédito, o IFE também realiza uma projeção para os próximos meses. O relatório mostra que 45% dos brasileiros entrevistados tem a intenção de pedir um empréstimo nos próximos três meses. E desses, pelo menos 61,4% têm preferência pelo serviço de forma online.

Após o sancionamento do Governo Federal à lei, as instituições financeiras têm se preparado para oferecer o crédito de maneira um pouco mais consciente — de forma a evitar a criação de novos brasileiros superendividados. A Lei, que entre outras demandas faz menção à educação financeira, vem ao encontro da conscientização sobre novos empreendedores que precisam do recurso monetário no início do negócio.

Dessa forma, espera-se que as novas concessões de crédito tenham algumas pequenas mudanças e uma escolha mais seletiva para quem puder ter acesso ao recurso.

Foto/Destaque: Divulgação

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