Na contramão do país, Amazonas reduz inadimplência

Na contramão do país, o número de inadimplentes no varejo do Amazonas caiu 3,1% em relação em relação a junho deste ano com o mesmo mês de 2009, segundo a FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas). Na mesma comparação de períodos, o índice nacional do setor apresentou crescimento de 1,17%, aponta a CNDL (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas).
Além da redução do nível de calote, o setor também registrou aumento no volume de vendas no Estado, com incremento de 6,5% no mesmo intervalo.
Para o presidente da FCDL/AM, Ralph Assayag, o fato de haver mais pessoas empregadas, além do aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda (C e D), colaborou para a diminuição da inadimplência e a expansão das vendas. “O reajuste do salário mínimo, aliado ao final dos pagamentos dos compromissos de início do ano, levou os consumidores a regularizar seus débitos para poderem voltar a consumir”, avaliou Assayag.
No final de julho, Governo do Estado e Prefeitura irão pagar a primeira parcela do 13° para os funcionários públicos. Mas, segundo o presidente da FCDL/AM, o montante de R$ 115 milhões não trará grandes impactos ao comércio da capital já que será, em sua grande parte, voltado para o pagamento de dívidas. Segundo Ralph Assayag, de 40% a 45% desse montante será voltado para quitação de débitos atrasados, acumulados desde o fim do ano passado. “Qualquer injeção de dinheiro será boa para a economia local, mas o adiantamento do 13° não trará grandes impactos ao comércio em geral.”, afirmou Ralph Assayag. Para o presidene da FCDLAM, a maior alteração será nos índices de inadimplência que devem diminuir para as compras do fim do ano.
Na opinião do presidente da CDL/Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Azury Benzion, os próximos meses devem ser fracos em volume de vendas. “Os comerciantes da capital já sabem que julho não é um bom mês para vendas, mas para o lazer. Manaus é um polo de atração de turistas ecológicos, não de compras”, afirmou Benzion. Segundo ele, bares e restaurantes devem ter o melhor faturamento do mês.

Cenário nacional

O número de registros junto ao SPC-Brasil apresentou, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (junho/09) um crescimento de 1,17%. O crédito vem exercendo papel significativo na economia uma vez que ele financia o consumo das famílias, mas pode impactar os níveis de inadimplência principalmente quando novos consumidores não têm o hábito de fazer um planejamento orçamentário e acabam endividados.
As operações totais de crédito para pessoa física cresceram 17,3% no acumulado do primeiro semestre. A maior dinâmica do comércio ocasionou esta pequena elevação no índice da inadimplência.
Na comparação com o mês imediatamente anterior, verificou-se um leve crescimento na inadimplência de 5,59% em junho de 2010. No mês de junho de 2010, a maioria das pessoas registradas no SPC Brasil, foi do sexo feminino (54,9%) e a minoria do sexo masculino (45,1%). Por faixa etária, 26,78%, dos registros ocorreram na faixa de idade entre 30 a 39 anos, e a minoria 7,13%, com idade acima de 65 anos.
No acumulado do ano houve uma queda de 1,51%. Dados do primeiro trimestre confirmam desempenho positivo da economia neste ano, com crescimento de 9%. Por causa disso, o mercado de trabalho no país mostra-se aquecido com 298 mil empregos gerados apenas em maio (recorde mensal) e 1,26 milhão no acumulado de 2010. O impacto do aumento de 9,7% do salário mínimo também foi determinante, para que houvesse esse pequeno recuo.
Em junho, registrou-se maior número de inadimplentes nas faixas abaixo de R$250,00 (78,42%). A concentração em valores baixos é explicada grande parte pela disponibilidade do crédito a juros baixos o que favorece os parcelamentos das compras. Quanto maior o número de parcelas, menor seu valor (apesar de maior ser o montante pago em juros). A inadimplência, por sua vez decorre do acúmulo de obrigações e do comprometimento da renda por períodos mais longos.

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