16 de abril de 2021
O ex-deputado José Dirceu tem tido um comportamento muito claro no que toca aos rumos da economia, usando o seu blog

O ex-deputado José Dirceu tem tido um comportamento muito claro no que toca aos rumos da economia, usando o seu blog. Não esconde de ninguém que sua receita não passa por privatizações nem por reforma trabalhista, austeridade e combate à inflação. Acha que a crise mundial é devido ao liberalismo. Homem de convicções socialistas, não consegue admitir que Portugal, Espanha e Grécia entraram no buraco em governos socialistas que promoveram uma farra com o dinheiro captado nos mercados. E agora não querem pagar.
A influência que exerce no governo é incontestável, até pelo cargo que ocupou e pela facção que lidera no PT. Nesta área, a condenação não lhe afetou em nada. Pelo contrário, Dirceu recebeu, e vem recebendo, manifestações de solidariedade.
Assim sendo, não existe justificativa plausível nas ligações de alguns setores empresariais com os rumos ideológicos no trato das questões econômicas. O governo quer um capitalismo “à chinesa”, com forte intervenção estatal e, se possível, com algumas restrições à liberdade de imprensa, controle da Internet e outras práticas naturais na China e na Cuba da estima de tantos.
Cacoetes dos formados na escola socialista, costumava lembrar Roberto Campos, são incontroláveis mesmo para aqueles que, aparentemente, se converteram ao sistema da livre empresa. Um deles é o intervencionismo estatal, via controle de preços, mesmo que às custas da saúde financeira da maior estatal, no caso a Petrobras. Ou abalando uma empresa respeitada e reconhecida, como a Eletrobrás.
O recomendável para os homens com responsabilidades políticas, econômicas e sociais não é nem a crítica nem a conivência com posições tão equivocadas. Melhor seria usar de argumentos para esclarecer e orientar o governo, em benefício de todos. Estamos sendo prejudicados pelo adesismo leviano, de um lado, ou pela crítica exacerbada, de outro. Temos de mostrar à opinião pública e ao governo, que, neste caminhar, vamos para a crise e, principalmente, para o isolamento.
Logo o governo vai sentir a persistência da crise e dos riscos de alimentar a inflação pela via de financiamentos bilionários.
A base aliada do governo é majoritariamente conservadora. Prefere uma abertura para a livre empresa.

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