13 de abril de 2021

Manaus cumpre prazo da Fifa, mas ainda é ameaçada

Um dos principais projetos deixados pelo ex-governador, Eduardo Braga, como sendo um bom catalisador da campanha de seu grupo político, as obras de transformação de Manaus em subsede da Copa do Mundo 2014, ainda está ameaçado

Um dos principais projetos deixados pelo ex-governador, Eduardo Braga, como sendo um bom catalisador da campanha de seu grupo político, as obras de transformação de Manaus em subsede da Copa do Mundo 2014, ainda está ameaçado. O processo de desmonte do Estádio Vivaldo Lima já começou, está dentro do prazo estipulado pela FIFA (Federação Internacional de Futebol), mas ainda aguarda recursos do governo Federal para concluir a obra e ainda sofre ameaças de grupos políticos que não querem a demolição do Estádio.
Passados quase dois anos e meio do anúncio do Brasil como sede da Copa 2014 e quase um ano da escolha das 12 cidades-sede, há ainda poucos e lentos sinais de obras, não apenas dos futuros estádios para o Mundial de futebol, mas também da infraestrutura das cidades para receber o evento. O Portal 2014 (www.copa2014.org.br) realizou um levantamento sobre a situação de cada um dos estádios que deveriam, de acordo com exigência da Fifa, iniciar suas obras em 3 de maio de 2010, nesta segunda-feira. Manaus está entre as seis cidades que já deram início às obras.
Segundo Júlio César Soares, titular da Sejel (Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer), o processo de desmonte do Estádio Vivaldo Lima, o “Vivaldão”, já se iniciou desde o último dia 19 de março e os prazos dados pela Fifa estão sendo cumpridos. “Existem milhares de dificuldades, mas o projeto do Amazonas será cumprido, conforme o governador prometeu à Fifa e à população”, garantiu.
O secretario informou que, esta semana, os primeiros municípios do Amazonas, já começaram a receber as peças, materiais e objetos retirados do Vivaldão e que podem ser reutilizados, como refletores, cadeiras, poltronas, catracas, cobertura, placares, telas metálicas e instalações elétricas serão reaproveitados em outros equipamentos esportivos de Manaus e do interior, até mesmo, o gramado será doado. Após o desmonte, o próximo passo é a demolição da estrutura para viabilizar a construção da nova Arena. “Acreditamos que em 2 meses começaremos esta nova fase. Ainda dependemos de recursos federais”, lembrou.
Segundo Julio César, o Estado ainda aguarda o repasse de R$ 400 milhões, em linha de crédito, do governo Federal para realizar esta demolição. Alem disso, políticos de oposição ao governo amazonense correm por fora e esperam a decisão da Justiça sobre uma ação popular para impedir a demolição da edificação, que completou 40 anos no dia 5 de abril. “Ainda há o risco de que estas correntes atrapalhe o andamento da obra. E, assim como qualquer outra cidade-sede, o Amazonas pode ser cortado pela FIFA, se não cumprir as exigências feitas para sediar o Mundial de Futebol”, ressaltou.
A Construtora Andrade Gutierrez, vencedora da concorrência pública e responsável pela construção da Arena tem o prazo máximo de 36 meses a contar com a demolição do Vivaldão, em junho, para concluir a obra, devendo estar pronto no primeiro semestre de 2013, tempo suficiente para que Manaus receba os jogos da Copa das Confederações, explicou Soares.

Metade das cidades-sedes ainda não tem obras

Pelo levantamento feito pelo site oficial do governo Brasileiro na Copa 2014, a situação mais grave é a do Rio de Janeiro (RJ), ainda sem um projeto definido e qualquer sinal de abertura da licitação.
No Recife (PE), a licitação está paralisada por recurso de uma das participantes. Já em Natal (RN), a pesquisa apontou que a cidade ainda não publicou seu edital para a seleção da construtora, embora prometa iniciar obras secundárias ainda em maio. Obras secundárias também são as justificativas utilizadas pela comissão de Salvador (BA) para cumprir o mínimo exigido pela Fifa. A capital baiana foi uma das primeiras a realizar a licitação, mas o processo acabou embargado por uma ação do MPF (Ministério Público Federal), que está dificultando o procedimento em todas as cidades-sedes.
Já na capital do Brasil, Brasília (DF), os problemas pelos quais passou o governo e todo o cenário político do Distrito Federal afetaram o início do processo da obra, e agora está conseguindo liberar o documento de licitação no Tribunal de Contas e deverá abrir as propostas na próxima semana. São Paulo (SP) e o Morumbi seguem às voltas com as críticas da Fifa ao projeto de remodelação do estádio e aguarda a avaliação da entidade às últimas modificações propostas pelo São Paulo Futebol Clube.
Em Curitiba (PR), o Atlético Paranaense recebe sinais de que o governo do estado poderá aportar recursos públicos na renovação da Arena da Baixada. E, por fim, em Porto Alegre (RS), onde o Internacional recusa-se a recorrer ao financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), mas não conseguiu, até agora, tocar as obras com suas próprias pernas.
O pontapé inicial para as obras foi dado apenas em Belo Horizonte, Manaus e Cuiabá. A capital mineira disputa a abertura da competição com Brasília e São Paulo, e segue à risca um cronograma próprio acordado com a Fifa. Já as sedes da “Amazônia” e do “Pantanal” fizeram a lição de casa e começaram a desmontar as estruturas de seus antigos estádios antes de estourar o prazo da Fifa.

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