Liberar para tráfego leve na BR-319 ajuda, dizem munícipes

 presidente da associação Amigos da BR 319, André Marsílio e o prefeito do município do Careiro (Castanho), a 124 quilômetros ao Sul de Manaus, Nathan Macena (Republicano) se manifestaram nesta quinta-feira, 16, sobre a possibilidade de após pavimentada, a rodovia BR-319 ser utilizada apenas para tráfego leve, ficando o tráfego pesado por conta da hidrovia do Madeira. As manifestações foram em cima do pronunciamento do vice-presidente da República Hamilton Mourão, que aconteceu no Senado, nesta terça-feira,14.

Mourão foi ao Senado falar sobre fundos financeiros destinados a preservação dos biomas nacionais, tendo como tema principal a preservação da Amazônia e ao responder a questionamentos do senador Eduardo Braga (MDB), o vice-presidente ponderou: “A BR-319 não como fonte de escoamento do tráfego pesado, que pode andar pelo rio Madeira, perfeitamente, desde que a hidrovia esteja devidamente balizada. Mas a pessoa que quiser sair de Manaus puder pegar um carro e se dirigir ao centro-sul do país e não demorar a quantidade de tempo que temos que demorar em um transporte fluvial”. 

O prefeito do município do Careiro, Nathan Macena disse que mesmo que a rodovia seja utilizada para tráfego mais leve, sua pavimentação total já contribuirá muito com a economia do município. “Não podemos desprezar. Economicamente seria muito bom para hotéis, restaurante e turismo. Isso melhoraria muito a economia do município. Mas é mais importante que todos os insumo industriais e produtos acabados da Zona Franca passasse pela 319.  Hoje as carretas utilizam balsa. Há um custo muito alto. Com certeza a BR baratearia o transporte. E a 319 passa dentro do Careio, então com certeza o município ganha se for liberada apenas para carros pequenos. Mas se for liberada para carretas, economicamente será muito melhor para o nosso município”, afirmou.

O município do Careiro é cortado pela BR-319 e formou-se a partir de um acampamento que a Construtora Andrade Gutierrez preparou para abrigar suas máquinas e trabalhadores na década de 1970, local que também passou a atrair comerciantes e familiares de trabalhadores da construtora.

Lutar para 40 toneladas

Para o presidente da Associação Amigos da BR 319, André Marsílio, o vice-presidente Hamilton Mourão demonstra conhecimento de causa. “O que o vice-presidente colocou é que queira ou não o transporte de insumos, matéria prima, ainda é mais barato pelo modal fluvial . Ele não é mais barato pelo modal terrestre. O que se torna mais barato e lucrativo para o transporte de cargas pesadas são os produtos perecíveis, que chegam muito mais rápido, portanto com perdas da mercadoria muito menor do que no modal hidroviário . Então ele sabe que o modal hidroviário para grandes cargas, acima de 60 toneladas, por exemplo, ainda é mais viável pelo modal hidroviário, por ser muito mais barato, apesar de um tempo maior para chegar ao seu destino”, disse Marsílio.

Segundo o líder do movimento Amigos da BR-319, hoje a estrada tem um limite de peso de 23 toneladas, porque uma parte da BR é pavimenta e outra não. “Acredito que ela toda pavimentada, o tráfego pode aumentar para 40 toneladas, então dá para encontrar um meio termo em relação a isso. Com isso uma boa parte dos problemas serão resolvidos, com ela trafegável no verão e inverno. Mas, na minha opinião se o tráfego chegar a 40 toneladas ajuda muito, mas para definir o limite de peso, teríamos que chamar uma audiência pública, chamar os carreteiros, os transportadores, os comerciantes das feiras e discutir um limite, mais tem que ter limite de peso” afirmou.  

De acordo com Marsílio, 40 toneladas é um caminhão três eixos ou dois eixos carregado. “Um caminhão de três eixos vazio pesa 17 toneladas. Então 40 toneladas representa muito para um comerciante, que deseja transportar alimentos como frutas, hortifrutigranjeiros, que desejar transportar peixes e colocar com competitividade econômica da nossa região”, concluiu.

Comer a própria boina

Em momentos que antecederam à reunião do vice-presidente Hamilton Mourão no Senado, o senador Omar Aziz (PSD) chegou a pedir para o presidente da Casa Davi Alcolumbre, que perguntasse ao vice-presidente se ele iria comer sua própria boina. Uma pergunta que remeteu à descrença de que o senador pouco acredita na possibilidade de pavimentação da BR-319, ainda no governo de Jair Bolsonaro. 

Dia 29 de março do ano passado, quando o vice-presidente da República, esteve em Manaus palestrando na sede da Fieam ( Federação das Indústrias do Amazonas). Durante sua fala a empresários e políticos locais, declarou que comeria a própria boina se o ministro da Infraestrutura, o secretário nacional de Transportes e diretor do Departamento Nacional de Trânsito, não resolvesse o problema de asfaltamento da BR-319. 

“Se esse trio não resolver o problema da BR-319, eu vou dizer algo que a gente fala muito no Exército, eu vou comer minha boina. É a única solução. Esse trio tem que resolver o problema da BR-319, e com ela, a Hidrovia do Madeira. Então, com isso, nós vamos integrar o Estado”, declarou à época Mourão. O trio a que se referiu Mourão foi a Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, general Jamil Megid Junior, secretário nacional de Transportes e o general Antônio Leite Filho, diretor do Dnit. 

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