11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Indústria cobra novo pacto pelo desenvolvimento

Em Manaus, a expectativa da Indústria diante das primeiras movimentações e articulações políticas para as eleições municipais, que aconteceram na sexta-feira (5), surpreenderam vários setores produtivos que apostavam na continuidade. De acordo com o presidente do Sindnaval (Sindicato da Indústria Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas), Mateus de Oliveira Araújo, a expectativa girava em torno da continuidade, mas diante dos novos arranjos políticos para a prefeitura de Manaus, o foco agora está na expectativa de melhoria para o setor produtivo nos próximos anos. “Nós estávamos vendo um quadro político assim se desenhando da continuidade. Na realidade, acredito que é preciso uma nova dinâmica de trabalho”, avaliou.
Segundo Araújo, a indústria amazonense desacelerou, sofreu cortes de mão de obra e agora precisa de uma nova política pública fortificada para sair da crise. “Nós não podemos ter um governo esperando por quem não vem”, analisou.
Desgastado com a atual política regional, Araújo desabafa: “Eu acredito que não só eu, mas a indústria naval sofreu muito e está sofrendo muito. Até o comércio está desaquecido com prejuízo até para a geração de emprego”, criticou.
Por outro lado, o presidente do Sindnaval vê renovada a esperança de ter um governo fortificado com as novas articulações que estão surgindo no âmbito municipal. “Então, eu vejo que, com essa nova articulação, tende a melhorar na agressividade em que deve tratar a nova matriz econômica. Porque precisamos de investimentos, de infraestrutura, de empregos para gerar renda para o Estado, para as empresas e para os trabalhadores”, disse.
Na opinião do filósofo e consultor empresarial do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Alfredo Lopes, até o momento nenhum dos candidatos que se apresentou, ou foram impostos nas convenções, apresentou um projeto de gestão urbana, baseado no conhecimento dos problemas graves de Manaus. “Aquilo que deveria ser um conjunto de instrumentos para ordenar o tecido social, entretanto, passou a ser uma instituição que tem começo, meio e fim em si mesma, com os políticos, cada vez mais distantes daqueles que dizem representar”, disse.
Segundo Lopes, na política tudo se discute, menos a democracia. “Eles se juntaram por um amontoado de conveniências pessoais e de grupos e, em nenhum momento, ponderaram as vias de enfrentamento da tragédia urbana em que se degladiam. Assim tem-se comportado a classe política, não só aqui. Pelo país afora, certamente, para além de suas fronteiras, alheia a necessidade inadiável de olhar as prioridades da Polis, que significaria rever, de modo radical, o conceito e a prática da Democracia”, observou.
Lopes diz que apesar da proximidade política do governo afastado com o Amazonas, e do generoso repasse para os cofres federais da riqueza produzida pelo Polo Industrial de Manaus, a diversificação e interiorização da indústria -que poderia regionalizar a economia e as oportunidades- tem esbarrado no excesso de burocracia na análise dos PPBs (Processos Produtivos Básicos) da indústria, o que reflete na morosidade do governo federal.
“Nocivos ao interesse público e, evitáveis se o conceito de representação política fosse minimamente compreendido. E mais: se as prioridades da classe política estivessem alinhadas com as expectativas da polis, onde habitam os desencantados eleitores, ávidos por cidadania. Quais são, com efeito, as reais prioridades da classe política?”, indagou.

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