Inadimplência cai no mês de agosto

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor caiu 0,2% em agosto de 2012, na comparação com o mês anterior, representando a terceira queda mensal consecutiva. No acumulado do ano – janeiro a agosto de 2012 frente ao mesmo período de 2011 – a inadimplência cresceu 16,2%, ritmo inferior ao verificado no ano passado (janeiro a agosto de 2011 comparado com janeiro a agosto de 2010), que acumulara alta de 23,4%.
Na relação anual – agosto deste ano contra o mesmo mês do ano anterior –, a inadimplência do consumidor cresceu 7,0%. Foi o menor ritmo de expansão anual, isto é, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, desde agosto de 2010.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a terceira queda mensal consecutiva verificada em agosto/12 e o menor ritmo de expansão anual observado desde agosto de 2010 confirmam que a inadimplência do consumidor está perdendo fôlego. Isto se deve à redução das taxas de juros no crédito, à procura pela renegociação de dívidas, aos lotes recordes de restituição do Imposto de Renda e à antecipação da primeira parcela do 13º salário aos aposentados e pensionistas, efetuada na última semana de agosto/12.
Na análise entre os acumulados, a evolução de 16,2% na inadimplência do consumidor, a menor do ano nessa relação, é decorrente da comparação entre diferentes conjunturas. Nos primeiros oito meses deste ano, o cenário de redução dos juros e o baixo consumo contribuíram para uma reversão na alta da inadimplência. Em igual período do ano passado, a inadimplência era crescente por conta da expansão do endividamento em 2010 e dos juros mais altos.
Por fim, as dívidas com os bancos e os cheques sem fundos puxaram a queda do indicador em agosto de 2012, com variações negativas de 1,3% e 2,9% e contribuições negativas de 0,6 p.p e 0,3 p.p., respectivamente. A queda do indicador só não foi maior porque as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) apresentaram alta de 1,5% e contribuíram no indicador com 0,7 p.p.. Apesar de os títulos protestados terem apresentado variação negativa de 0,8%, a contribuição foi praticamente nula no índice de inadimplência do consumidor em agosto.

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