Emprego na indústria sobe 0,2% em julho

Após quatro meses com registros de índices em queda, a indústria apresenta variação positiva em julho de 2012 no total de pessoal ocupado. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta média de 0,2%. Desde março, as perdas acumuladas foram de 1,2%.
Apesar da mudança, o emprego gerado nas indústrias ainda apresentou queda de 1,6% quando comparados a julho de 2011. De acordo com a economista Angélica Ramos, o resultado negativo tem sido uma constante há dez meses. “Os números vêm melhorando mês a mês. No entanto, a estabilidade não deve aparecer neste ano”, arrisca. Os últimos registros foram de -1,7% e -1,8% (referentes a maio e junho, respectivamente).
Ao reunir dados dos últimos dozes meses, nota-se a taxa negativa de -0,7%. “O declínio teve início em fevereiro de 2011 (-3,9%). Com o enfraquecimento em segmentos variados da indústria, a trajetória descendente avançou até os dias atuais”, Ramos explica. Na Região Norte, com -1,2%, a queda é registrada pela pressão no abatimento da madeira (-13,9%), minerais não metálicos (-9,3%), borracha e plástico (-15,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,5%).
No índice acumulado nos sete primeiros meses de 2012, o emprego industrial permaneceu em queda em todo o país (-1,3%), com taxas negativas em nove dos quatorze locais e em treze dos dezoito setores investigados. Entre os locais, São Paulo (-3,2%) apontou o principal impacto negativo no total da indústria, seguido pela Região Nordeste (-2,0%), Santa Catarina (-1,5%), Ceará (-3,0%), Bahia (-2,7%) e Rio Grande do Sul (-0,8%). A Região Norte não apresentou números que interferissem diretamente na exposição.
Sobre a folha de pagamento em julho de 2012, houve variação positiva de 2,5% em relação à igual mês do ano anterior. Baseado no estudo, os resultados expandiram em doze dos catorze locais avaliados. Na Região Norte, o avanço foi de 5,0%. As indústrias extrativas (9,8%), produtos de metal (20,6%), alimentos e bebidas (10,0%) e máquinas e equipamentos (12,2%) foram apontados como as maiores influências no Amazonas.
A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário é realizada mensalmente e tem como objetivo avaliar comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais. Dados como pessoal ocupado assalariado, admissões, desligamentos, número de horas pagas e valor da folha de pagamento integram o estudo.
O levantamento é realizado nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul e nas principais metrópoles brasileiras (Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
Embora não traga referências diretas do Amazonas, o especialista econômico Marcos Augusto Pereira explica que, baseado nos dados do Norte, é possível estabelecer padrões para o Estado. “O Polo Industrial de Manaus representa fortemente a Região Norte e, desse modo, nota-se nossas falhas e o crescimento”, diz.

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