Importadores seguram preços para vender

Empresários ainda trabalham com o dólar entre R$ 2,40 a R$ 2,60, mas situação poderá MUDAR

Apesar da disparada do dólar, o consumidor brasileiro ainda não sentiu na ponta os reflexos da alta no comércio de importados. De acordo com o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, por conta das incertezas na política nacional, os grandes importadores preferem segurar os preços para garantir a venda do que repassar os custos e perder cliente. Ele explica que a maioria destes empresários ainda trabalha com o dólar variando de R$ 2,40 a R$ 2,60 mas alerta que esta situação poderá durar pouco.
“Os importadores estão, neste momento, aguardando uma posição para aumentar os preços dos produtos. A partir deste domingo (15), depois das manifestações, é que se vai tomar uma decisão sobre qual valor do dólar será utilizado”, acredita.
Ele explicou ainda que os reajustes que aconteceram em alguns produtos foram consequência do aumento nos preços da energia elétrica e dos combustíveis.
“O consumidor ainda não sentiu o aumento do dólar. Não é de uma hora para a outra que esse aumento será repassado para os produtos. O repasse vai ser gradual e vai depender das necessidades de cada empresa”, disse.
Para ele, diante da inevitável subida de preços dos produtos importados, a única alternativa que resta para minimizar os prejuízos, tanto dos empresários como dos consumidores, será o congelamento dos preços.
“Se tivermos que aumentar os preços dos produtos na faixa de 15% a 20% para não vender, muitas empresas ainda vão preferir segurar o preço antigo, já que precisam de caixa para pagar os seus custos fixos”, lamentou Bicharra.

Aumento generalizado
Ismael Bicharra acrescenta ainda que o aumento do dólar não afeta só o importador, mas impacta toda a economia. Com isso, o mercado poderá verificar um aumento de 10% a 15% nas matérias-primas dos produtos de ponta, o que poderá causar um aumento generalizado nos preços.
“O efeito não é só nos produtos importados mas sim em todos os produtos. O mundo hoje está globalizado, então não temos como escapar do aumento generalizado Esse ano será muito difícil. Tanto é que, praticamente, estamos em promoções desde o mês de janeiro”, finalizou.

Lucas Câmara
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