Impactos e saídas para a crise atual

Infelizmente, o mês de abril chegou ao fim sem uma definição sobre a reabertura da atividade comercial no Amazonas. Vale lembrar que neste mês de maio, há o Dia das Mães, a segunda maior data para a atividade comercial depois do Natal. A reabertura gradativa da atividade comercial pode mitigar os impactos nas vendas dessa sazonalidade. 

A Fecomércio AM entende que reabrir de forma plena o comércio pode contribuir para o aumento da disseminação do novo coronavírus, mas apoia uma reabertura de forma flexível e que obedeça às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A entidade representativa do comércio no AM está focada em defender medidas que aliviem a atividade comercial e de serviços, dos impactos desse momento de extrema dificuldade. Um cenário, no qual os comerciantes estão com suas lojas fechadas e muitas atividades funcionando de forma precária, com quedas nas vendas e a preocupação com as dívidas, débitos e impostos. 

A Federação do Comércio tem desenvolvido um diálogo com o Governo do Estado do Amazonas, a Secretaria da Fazenda (Sefaz AM), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti AM) no sentido de encontrar um alívio nesse momento de crise e que as empresas não sejam prejudicadas, pois devido ao não pagamento de tributos, as empresas recebem entraves para a obtenção de crédito, o que dificulta o funcionamento das micro e pequenas empresas que hoje, compõem o grande percentual do setor econômico terciário. 

A Fecomércio AM está preocupada também, com a manutenção dos empregos, pois com a instabilidade vivida pelas empresas, o que a de vir é o desemprego, a parte dolorosa que atinge as famílias. Em semanas, a pandemia estará debelada, é necessário que retomemos a atividade comercial de forma gradativa ou o enfraquecimento econômico e suas consequências demorará um ou dois anos para ser revertido. 

– Perda do setor comercial brasileiro nas últimas 5 semanas  

Estudo inédito da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o varejo brasileiro perdeu R$ 86,4 bilhões em apenas cinco semanas – de 15 de março a 18 de abril – com a crise provocada pelo coronavírus. O valor equivale a um encolhimento de 39% no faturamento do comércio, em relação ao período anterior ao início da pandemia. A CNC estima, ainda, que a crise tem potencial para eliminar 28% dos postos formais de trabalho do setor, o equivalente a 2,2 milhões de vagas, em um intervalo de até três meses. Diante do surto de covid-19, até 80% dos estabelecimentos comerciais foram fechados, a partir da segunda quinzena de março, em várias unidades da Federação (UFs), em decorrência de decretos estaduais e municipais.

Segundo a consultoria Inloco, que mede a movimentação de consumidores por meio do rastreamento de celulares, o Índice de Isolamento Social, que chegou a se aproximar de 70% na segunda metade de março, recuou para aproximadamente 50% na segunda metade de abril. Já o Google Community Mobility Report registrou, ao fim de março, um aumento de 17% no fluxo de pessoas próximas a estabelecimentos comerciais especializados na venda de produtos essenciais, como alimentos e medicamentos. Nas proximidades de estabelecimentos que comercializam produtos não essenciais, o aumento foi ainda maior: 29%.

Segundo Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo, entre a terceira semana de março e a segunda semana de abril, as perdas mais expressivas se concentraram nos segmentos varejistas especializados na venda de itens não essenciais (R$ 78,27 bilhões). “As vendas de alimentos e medicamentos, segmentos que respondem por 37% do varejo brasileiro, acumularam perda de R$ 8,13 bilhões no período”, destaca Bentes.

As regiões Sul e Sudeste concentraram 70% das perdas de receita do varejo no período. Em números absolutos, São Paulo foi o estado que mais perdeu: R$ 26,58 bilhões. Minas Gerais (R$ 6,90 bi), Rio Grande do Sul (R$ 6,63 bi), Rio de Janeiro (R$ 6,55 bi) e Santa Catarina (R$ 6,26 bi) fecham a lista das cinco UFs que mais apresentaram queda de faturamento. Em termos relativos, no entanto, destacam-se as quedas no Piauí (-49,6%), Ceará (-49,3%) e Santa Catarina (-46,8%).

Fonte: Fecomércio/AM

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