17 de maio de 2021

Habilidade de trabalhar em equipe é um grande diferencial no pós-pandemia

Se você não trabalha em equipe ou não tem uma comunicação assertiva, saiba que suas chances de ascensão na carreira ficarão reduzidas. É o que revela o levantamento inédito Habilidades 360°, desenvolvido pelo PageGroup, consultoria líder mundial em recrutamento executivo especializado, que opera com as marcas Page Executive, Michael Page, Page Personnel, Page Outsourcing e Page Interim na região. De acordo com a pesquisa, entre as habilidades mais requisitadas e valorizadas pelos líderes de grandes empresas da América Latina figuram o trabalho em equipe (47,5%), inteligência emocional (33,8%), comunicação assertiva (28,8%), domínio de um segundo ou terceiro idioma (36,8%) e de análise estatística (32,7%).

De acordo com a pesquisa, as habilidades comportamentais receberão ainda mais relevância depois da crise, já que são importantes para a evolução dos negócios em momentos de instabilidade. Além disso, ainda segundo o levantamento, competências técnicas transversais -úteis às diferentes áreas da empresa -também serão promovidas entre os colaboradores, utilizando como base o pensamento lógico correspondente a uma nova realidade integrada.

Segundo Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil, as transformações provocadas pela covid-19 estão redesenhando o olhar do mundo do trabalho. “Gerenciar com a incerteza, adaptar-se rapidamente e entender a mudança como uma constante são os três principais aprendizados que sociedade, organizações e pessoas tiveram que aprender com a pandemia. Então, nunca foi tão importante entender quais são as habilidades mais demandadas no novo cenário e como recrutar e selecionar esses talentos “, analisa.

Participaram do levantamento, realizado em setembro deste ano, 3 mil executivos de cargos de alta e média gestão no Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México.

Habilidades mais valorizadas 

Entre as habilidades técnicas mais valorizadas por lideranças de grandes empresas da América Latina estão ser bilíngue ou trilíngue (36,80%); ter domínio de processamento de dados (32,80%) e de análise estatística (32,70%). Já entre as habilidades sociais mais valorizadas, estão o trabalho em equipe (47,50%); a inteligência emocional (33,80%) e a comunicação assertiva (28,80%).

“Como reflexo da pandemia de covid-19, essas habilidades serão ainda mais reconhecidas, principalmente as que agregam em diferentes áreas e as que se relacionam diretamente ao mundo virtual, já que os novos modelos de trabalho, como o home office, provocaram a digitalização acelerada de diversos segmentos”, destaca Gil.

No Brasil, as habilidades mais valorizadas são a inteligência emocional (42,9%), o trabalho em equipe (38,4%) e a comunicação assertiva (31,1%). No restante da América Latina, a habilidade mais valorizada é o trabalho em equipe, aparecendo com maior destaque na Argentina (62,2%), seguida pelo Chile (55, 1%), Colômbia (50%), México (45,2%) e Peru, com 36,3%.

“O cenário reflete a necessidade dos profissionais saberem equilibrar diferentes emoções em meio a imprevistos e dificuldades dos contextos que podem vir a enfrentar. A inteligência emocional gera um diferencial competitivo, já que favorece um ambiente com menos conflitos e mais racionalidade”, analisa o executivo.

As empresas continuam enfrentando muitos desafios na hora de contratar, mesmo com o desemprego em alta por conta da pandemia. De acordo com Gil van Delft, as companhias devem olhar ainda mais para um conjunto de habilidades técnicas e comportamentais para selecionar o talento apropriado, em meio a um cenário em que a escassez de perfis com essas características é uma constante”. Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a demanda por profissionais representa um problema para dois em cada cinco empregadores na América Latina. Entre os países com maior dificuldade em encontrar talentos com as competências comportamentais necessárias, estão a Argentina (76,9%), o Brasil (65,1%) e o Peru (65,5%).

Entre os motivos destacados pelos executivos para encontrarem dificuldades na contratação, 61% dos empresários da América Latina afirmaram que a principal razão para uma vaga ser preenchida é porque os candidatos não possuem as competências comportamentais necessárias para assumir a posição; para 40%, os candidatos não possuem os conhecimentos técnicos exigidos; outros 24% dos empregadores disseram que os candidatos não têm a experiência necessária e 35% relacionaram a dificuldade da área de Recursos Humanos não encontrar o talento certo e o perfil desejado.

Na avaliação dos executivos pesquisados, 78% disseram que ter equilíbrio entre as competências comportamentais e técnicas seria essencial, já que permite às organizações lidarem melhor com momentos de crise e incerteza. Para 65%, obter melhores resultados econômicos (65%), enquanto 62% avaliam criar sinergias entre as áreas da empresa e 38,8% serem mais inovadoras (38,8%). No entanto, 80% dos executivos respondentes afirmaram que não contratariam um talento que atenda às competências técnicas, mas não às habilidades sociais exigidas.

Entre as habilidades comportamentais mais difíceis de se encontrar no mercado, estão a inteligência emocional (57%); a comunicação assertiva (42%); a resolução de conflitos(38,8%) e a liderança (33%).

52% das empresas investem em treinamentos.

Para desenvolver novos talentos, 52% das empresas da América Latina estão investindo no treinamento de seus funcionários, enquanto 40,4% estão redefinindo o perfil exigido nas vagas e outros 32% estão investindo em melhores processos de recrutamento e seleção para evitar a alta rotatividade devido à contratação de um talento não híbrido.

O domínio de habilidades técnicas e sociais durante os processos seletivos é uma estratégia que 64% das organizações na região estão implementando e que lhes permitem avaliar de forma abrangente o quão adequado é um perfil para uma posição específica. Seguindo essa lógica, o Brasil é o país que mais investe na prática, representando 62,4% das organizações. Na sequência, estão a Colômbia, com 60,6%, e o México, com 59,9%.

“A formação e a capacitação são essenciais para garantir que os níveis de rotatividade se mantenham em patamares saudáveis para as empresas e que os colaboradores tenham a integridade necessária para promover as equipes de trabalho e, ao mesmo tempo, entregar os resultados esperados pelos seus níveis técnicos”, diz Gil, do PageGroup.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email