Greve prejudica clientes em Manaus

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Adesão dos trabalhadores comprometeu o funcionamento de 65% das agências na capital

Os clientes foram prejudicados com a greve dos bancários, deflagrada na manhã de quinta-feira (19), quando 65% das agências foram afetadas pelo movimento trabalhista. Mesmo se tratando de uma paralisação parcial, com cerca de 70 agências na capital amazonense, clientes reclamavam pela falta dos serviços realizados diretamente na boca dos caixas. De acordo com o presidente do SEEB-AM (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Amazonas), Nindberg Barbosa o atendimento a população foi afetado.
Para o empresário do setor de transportes Elemar Weber, a greve significa atraso e prejuízo financeiro para os clientes que precisam utilizar os serviços bancários internos e suas vantagens. “Eu esperava pagar a conta que vencia hoje (19), com desconto. Já não vou poder mais pagar com o desconto por causa da greve. Prejudicou muito porque eu já estou com horário limitado e tinha que vir nessa agência para agilizar meu atendimento e não consegui”, lamentou Weber.

Orientações

A bancária e diretora do sindicato da categoria Ana Milério disse que ficou surpresa com a reação, de certa forma tranquila, dos clientes que procuraram atendimento na agência do Bradesco, na avenida 7 de Setembro, bairro Centro, zona Sul da cidade, no primeiro dia da greve. “Surpreendentemente está dando para dialogar com os clientes, nós estamos fazendo o direcionamento dos clientes para outras agências que estão em funcionamento. O que pode ser resolvido em outra agência, de que maneira pode ser feito. E nós estamos orientando aqui na linha de frente dos movimentos porque os colegas não podem fazer esse trabalho para não se indisporem”, relatou a bancária.
As agências do Bradesco 320 e 3711 ambas localizadas na avenida 7 de Setembro, 482 na Eduardo Ribeiro, aderiram à greve . E que os serviços de desbloqueio de conta, depósitos e demais serviços com limite de operações nos caixas de autoatendimento, foram os mais procurados, segundo Ana Milério.

Reclamações

Irritados com a falta de divulgação da greve o ex-vereador, Aldenor Estevão de Souza, que acompanhava o beneficiário do INSS, Wellington Ferreira Cunha, ambos naturais de Rio Preto da Eva, município da Região Metropolitana de Manaus, onde residem, reclamaram dizendo que foram direcionados para a agência bancária no Centro da capital amazonense para sacar o benefício e não conseguiram. “Eu não sabia da greve, mas dessa vez fomos pegos de surpresa porque não foi comunicado a ninguém em Rio Preto da Eva sobre essa greve”, disse o acompanhante.
Na agência, Wellington Cunha foi orientado a abrir uma conta corrente para creditar o benefício e sacar nos caixas de autoatendimento. “Eu fui bem atendido aqui na agência, e como devo proceder. Mas como meu amigo falou, nós não fomos comunicados dessa greve. Eu estive na agência do Bradesco em Rio Preto da Eva e lá não me informaram nada e agora estou aqui sem poder sacar meu benefício. Isso é uma palhaçada”, desabafou Cunha.

Loterias

As Loterias permanecem com o atendimento normal, sem alteração. Mesmo diante da greve dos bancários as casas lotéricas não registraram aumento no fluxo de clientes. Segundo a dona de casa Terezinha de Jesus Ferreira, as loterias são a melhor opção para as contas, durante o período de paralisação dos bancários. “Eu vim pagar uma conta, mas com a greve, eu preferi pagar na Loteria, que está mais tranquilo, sem filas”, disse Terezinha.
Em balanço preliminar, 65% das agências bancárias de Manaus permanecem fechadas. Segundo o líder sindical Nindberg Barbosa o movimento grevista amanheceu forte nas agências dos bancos privados: Santander, Itaú, HSBC e Bradesco no centro da cidade. Algumas agências do Banco do Brasil funcionaram em regime contingenciado. Entretanto, os caixas que é o coração de funcionamento das agências estão aderindo ao movimento. Já as agências da Caixa Econômica aderiram a greve e todas permaneceram fechadas na capital amazonense. E o Banco da Amazônia também aderiu incluindo a superintendência. “Nós temos uma preliminar de que 65% das agências aderiram a greve na capital. E já estamos conversando com os outros para que façam também a adesão porque nós entendemos quanto mais fortes nós ficarmos, mais rápido iremos retornar nas atividades normais”, alertou Barbosa.

Falta de negociação

O fim da greve depende da negociação ou de outra contra proposta dos banqueiros. O líder sindical esteve em São Paulo, no início da semana, para tentar um acordo com os banqueiros, mas não conseguiu agendar reunião por falta de números para apresentar para a categoria, alegaram. O Sindicato dos Bancários concentra a paralisação nas agências do Centro e nas unidades das zonas Leste e Norte de Manaus, que segue por tempo indeterminado.

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