10 de abril de 2021

Fórum Econômico Mundial discute crise

Mais de 500 líderanças empresariais da América Latina e representantes de governos analisaram ontem como a região está reagindo à crise econômica internacional, quais os prognósticos e os caminhos a seguir

Mais de 500 líderanças empresariais da América Latina e representantes de governos analisaram ontem como a região está reagindo à crise econômica internacional, quais os prognósticos e os caminhos a seguir. Esse será o tema central do Fórum Econômico Mundial da América Latina, encontro que integra o calendário do Fórum Econômico Mundial de Davos, que será realizado este ano no Rio de Janeiro.
Os debates ocorrem em torno de cinco eixos: Respondendo de Forma Proativa à Desaceleração Econômica; Construindo Relações entre Regiões; Integração para Construir um Futuro Melhor; Políticas Públicas para Crescimento Sustentável e Desafios e Oportunidades para um Ciclo de Desenvolvimento Verde.
Em Davos, em janeiro deste ano, cerca de 1.400 líderes das principais corporações mundiais, 41 chefes de Estado e os principais ministros das grandes economias desenvolvidas e emergentes debateram alternativas para o mundo pós-crise.
Eles chegaram à conclusão de que os países latino-americanos, embora menos afetados pela crise internacional do que os Estados Unidos, a Europa e o Japão, teriam que repensar suas estratégias econômicas diante de fatores como a queda nos preços das commodities (cerca de 33% desde julho de 2008), antes supervalorizadas, e a redução do consumo, especialmente no mercado norte-americano.
As recomendações de Davos incluíam a adoção de táticas agressivas para atração de investimentos estrangeiros e a negociação com o governo de Barack Obama no sentido de evitar políticas protecionistas restritivas.
Agora chegou a vez de a região fazer seu próprio diagnóstico.
Para isso, estão no Rio de Janeiro altos executivos de coorporações como as brasileiras Odebrecht, Sadia e Cargill, a petrolífera mexicana Pemex, a chilena Cementos Bio-Bio e a peruana Samcorp. Empresas e instituições norte-americanas, suecas, canadenses, francesas e inglesas também estão interessadas nas respostas dos govenos latino-americanos à crise. São esperados representantes das americanas Cisco Systems, Exxo Mobil e CH2M Hill Companies, da inglesa Deloitte, da sueca WseKey e do grupo canadense Aecon, entre outros executivos. Emergentes, como China e Índia, também enviaram lideranças ao Fórum Econômico da América Latina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva –um dos raros chefes de Estado latino-americanos convidados anualmente para o fórum de Davos– fez a abertura do encontro.
Também está prevista a presença dos presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da República Dominicana, Leonel Fernández, além de ministros de diversos países da região.
Do governo brasileiro, também participam os ministros da Saúde, José Gomes Temporão; do Meio Ambiente, Carlos Minc; e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, além dos presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles; do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho; e da Petrobras, Sérgio Gabrielli.
A lista de participantes inclui representantes de instituições como o Banco Mundial, a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a Interpol.

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