Fiscais do Mapa estão em greve

A retomada ao movimento grevista pelos fiscais agropecuários em todo o país não deve gerar prejuízos ao PIM (Pólo Industrial de Manaus), que continuará contando com o apoio dos serviços de fiscalização dos técnicos da Codesav (Comissão Executiva Permanente de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) durante o período de greve.
A manutenção desses serviços foi assegurada pelo presidente da Codesav, Alexandre Henrique Freitas, que garantiu a continuidade dos trabalhos de inspeção de cargas nos próximos dias. “No total são 25 profissionais, sendo constituídos por 16 agrônomos e nove veterinários, que farão os serviços de fiscalização de cargas, liberação de mercadorias e todos os procedimentos sanitários necessários”, disse.
Essa equipe técnica está trabalhando nessa área desde o dia 30 de julho, quando o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) instituiu a portaria de nº20, delegando os poderes de fiscalização agropecuária ao Estado do Amazonas.
O diretor executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, considera de suma relevância a intervenção do governo estadual nesse processo. De acordo com ele, o PIM estaria enfrentando sérios prejuízos financeiros, caso os trabalhos de liberação de mercadorias houvesse sido paralisados. “Sem o aval dos fiscais, as cargas ficam retidas nos terminais, então, a intervenção do Estado nesse processo impediu qualquer tipo de prejuízo às indústrias locais”, informou.
Na avaliação de Mota, enquanto o Estado intervir nesse processo, não haverá prejuízos às indústrias locais e nem motivo para a entidade impetrar recursos judiciais. “Os trabalhos de liberação de mercadorias estão ocorrendo normalmente, se não fosse isso, teríamos que impetrar mandado de segurança para assegurar os direitos das fábricas do pólo de Manaus”, justificou .
O presidente da Codesav, destacou que os técnicos da comissão estão trabalhando de forma intensiva nos terminais de cargas. “Realizamos os trabalhos de fiscalização de 500 processos por dia; neste mês, 97% desses processos passaram pelo nosso aval”, mencionou Alexandre Henrique.
Os fiscais federais agropecuários suspenderam o movimento grevista no início deste mês a pedido do Ministério da Agricultura, que solicitou um prazo para iniciar o processo de negociação com a categoria. Sendo assim, eles decidiram retomar às atividades, suspendendo a greve até o último dia 23.
Os grevistas federais agropecuários têm uma pauta diversificada de reivindicações, que inclui a reestruturação da carreira, aumento de 100% nas gratificações, criação de uma escola de fiscalização agropecuária, concessão das gratificações para pensionistas e aposentados e aumento do salário inicial de R$ 3.100 para R$ 4.200.
No último dia 15, o governo federal ofereceu um reajuste de 20,3% no salário da categoria, o que foi refutado pelos fiscais. A reportagem tentou contato com os representantes da Afama (Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Amazonas), mas nenhum deles foi encontrado para falar sobre o assunto.

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