11 de abril de 2021

Febre da Copa promete inflar indústria eletroeletrônica em até 15%

A indústria eletroeletrônica do PIM (Polo Industrial de Manaus) pode crescer entre 7% e 15% no próximo ano, ante 2009, puxado pelo segmento de TV de LCD (display de cristal líquido)

A indústria eletroeletrônica do PIM (Polo Industrial de Manaus) pode crescer entre 7% e 15% no próximo ano, ante 2009, puxado pelo segmento de TV de LCD (display de cristal líquido). A Copa do Mundo que vai acontecer na África do Suls e a troca de tecnologia deverão impulsionar as vendas do setor. As previsões otimistas partem dos dirigentes da indústria baseado no atual termômetro de pedidos e de vendas.
Na avaliação da superintendente da Suframa, Flávia Grosso, deve haver um incremento extraordinário nas vendas do setor, principalmente de televisores de LCD, o upgrade da produção da ZFM (Zona Franca de Manaus). Flávia acredita ainda que o preço desse produto cairá ainda mais por conta da alta demanda .“Se aumenta o volume, há uma redução de preço e todo mundo ganha”, assegurou, ressaltando que alguns prognósticos apontam para um aquecimento em torno de 15% ante 2009.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, avaliou que o polo eletroeletrônico está reagindo muito bem, com boa demanda de pedidos e que vai continuar já vislumbrando a Copa de 2010 com a reestruturação de projetos voltados para produção de televisores. “A indústria eletroeletrônica, como um todo, vai ter um incremento em torno de 7% e 8% em função do evento, puxado pelo segmento de TV”, vislumbrou.
No polo industrial, Silva aponta que vai ter muito aquecimento também na área de serviços em função da demanda da construção civil que faz parte do complexo indústrial. “Teremos um excelente crescimento em 2010”, assinalou.

Nova tecnologia

Mais otimista, o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, aposta num crescimento entre 10% e 12% no segmento de televisão de LCD, cuja tecnologia está sendo empurrada para dar espaço à tecnologia LED, o termo significa Light-emitting diode (Diodo Emissor de Luz). Trata-se de uma tecnologia que está incorporada nos novos modelos de TVs do mercado. Loureiro explicou que estes aparelhos são muito mais finos (chegam a ter 5cm de espessura) e possuem uma qualidade de imagem muito superior aos atuais televisores LCD e plasma.
Segundo Loureiro, os seis fabricantes mundiais de LCD não estão dando conta da demanda de TVs com essa tecnologia porque os preços baixaram consideravelmente, fator que, somado aos parcelamentos elásticos, resultou m vendas aquecidas para o setor. “Ao longo de 2010, a venda desse produto vai incrementar consideravelmente, decorrente da Copa e da guinada de preços para baixo, tornando o produto mais atrativo para o consumidor que cada vez mais procura produtos de melhor qualidade, com alta definição, tela fina e plana, usadas na parede ou em móvel e que possam estar integradas ao novo sistema de TV digital”, garantiu.
Vale destacar que algumas fabricantes do PIM, como a Sony, Philips, Sansung e LG, gradativamente, estão trabalhando a nova linha de TVs com telas baseadas na tecnologia LED, cujas telas são tidas como muito mais brilhantes, com melhor contraste e cores mais vivas quando comparadas a modelos de LCD e Plasma, e possibilitam a construção de TVs muito mais finas e com consumo de energia até 40% menor quando comparado a TVs LCD de alta definição do mesmo tamanho. A Samsung foi à primeira empresa a trazer para o mercado brasileiro TVs baseadas nesta tecnologia.
Por enquanto, os indicadores do PIM divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) destacam apenas a produção de plasma, LCD e de tubo de imagem ou catódicos – essa última está começando a desaparecer do mercado.
Até outubro, os indicadores apontam que a produção de televisores com tela de tubo caiu 41,38% se comparado aos 4,03 milhões fabricados nos dez meses de 2009 ante os 66,88 milhões em igual período de 2008. As TVs com tela de plasma também estão com a produção em processo de queda atingindo 13,6%, se comparado as 246 mil unidades contra 285 mil no ano passado. No período analisado, a tecnologia LCD obteve incremento de 23,10% se comparada as 2,7 milhões produzidas contra 2,2 milhões no acumulado de 2008. “Em 2010, os números serão mais acentuados para cima porque o mercado assim exige”, garantiu Loureiro.
Recentemente, ao avaliar a boa performance das TVs de LCD, o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, afirmou que essa tecnologia está tomando conta do mercado de TVS, que já está de olho na tecnologia LED. Futuramente, essa tecnologia vai dar lugar a TV OLED (organic ligth emited diode), apontada como uma fina membrana que emite luz.

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