Faturamento tem queda de 25% no AM

Apesar dos esforços, por parte das indústrias, em buscar novas alternativas ao incentivo às exportações, o Amazonas ainda amarga índices negativos na receita. De janeiro a outubro deste ano o Estado contabilizou US$ 484.546.855 resultado de comercializações estrangeiras. O montante é 25% menor que o registrado em igual período de 2015, quando o valor chegou a US$657.056.516. Conforme o CIN-AM (Centro Internacional de Negócios do Amazonas) departamento da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), neste ano, o número de emissões de COD Brasil (Certificados de Origem Digital) para empresas exportadoras aumentou 13% em relação ao ano passado. Porém, o crescimento percentual não sinaliza aumento em faturamento.

Entre os meses de janeiro e outubro deste ano o CIN emitiu 2.764 certificados. Enquanto em igual período de 2015 o departamento registrou 2.442 documentos expedidos. O gerente executivo do CIN, José Marcelo Lima, comenta que há um esforço por parte das empresas e da rede CIN em fomentar o volume de exportações. Mas, mesmo assim, o fator crise econômica contribui para as menores demandas.

Ele ainda explica que o aumento na emissão de certificados não significa maior faturamento. Alguns certificados podem solicitar a comercialização de menor quantidade de produtos.
“Infelizmente, neste ano houve menor índice de exportações devido aos problemas econômicos que afetam o país. A economia mundial também está afetada e consequentemente há retração na demanda por parte dos países parceiros como Argentina, Colômbia e Venezuela. As empresas buscam manter as comercializações já existentes sempre com o intuito de expandir as negociações”, comentou Lima.

De acordo com o gerente, o CIN dará continuidade, em 2017, às ações de fomento às novas parcerias comerciais por meio de uma agenda de eventos internacionais que preveem a integração entre os empresários.

As feiras devem acontecer em países como Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, França, Alemanha, Itália, China, Japão, Dubai, Angola e África do Sul. “Serão missões empresariais para a troca de informações, além de projetarmos eventos para a capacitação de empresários para o desenvolvimento da exportação”, disse.

O empresário acredita que ainda no primeiro semestre de 2017 será possível esperar melhores resultados das vendas ao comércio exterior. “Acredito que a partir de março começaremos a sentir os efeitos dos trabalhos apresentados pelo governo federal e pelas entidades privadas. Todos buscam a abertura de novos mercados e estão empenhados em fomentar as exportações”, informou.

Segundo levantamento do CIN-AM, os produtos mais exportados são os concentrados para bebidas; motocicletas; contactores, interruptores e minerais. Já os países que mais compram do Amazonas são: Venezuela, Argentina, Colômbia, México e China.

Dificuldades presentes há pelo menos dois anos

As empresas que mais exportam são: Recofarma, Moto Honda, Siemens e Mineração Taboca.
Para o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, há pelo menos dois anos o período é de dificuldades comerciais no mercado interno, situação que segundo ele força os empresários a buscar alternativas para manter os negócios ativos no PIM (Polo Industrial de Manaus) para posteriormente, investir em novos mercados. “Houve retração nos pedidos e isso é decorrente dos problemas econômicos e políticos tanto do Brasil como dos demais países. Hoje, as fabricantes locais tentam manter os empregos ainda existentes para poder pensar em novas alternativas comerciais”, comentou. “Acreditamos que há melhores possibilidades econômicas para 2017. A equipe econômica atuante no governo federal transmite confiança ao empresariado. Vamos aguardar”, concluiu.

O COD Brasil

O Certificado de Origem Digital atesta a credibilidade de produtos exportados do Brasil. O certificado confere ao seu detentor o direito a se beneficiar dos acordos internacionais que concedem alíquotas preferenciais aos países signatários. Com ele, o importador também conta com uma redução substancial nos tributos a pagar em seu país, tornando assim o produto mais competitivo e dando mais oportunidade de penetração nos mercados que o Brasil mantém acordos comerciais.

As dez maiores empresas amazonenses que exportam com o Certificado de Origem são: Recofarma Indústria do Amazonas Ltda.; Moto Honda da Amazônia Ltda.; Mineração Taboca S/A; Yamaha Motor da Amazônia Ltda.; PST Eletrônica Ltda.; NCR Brasil Indústria de Equipamentos para Auto Ltda.; Siemens Eletroeletrônica Ltda.; Visteon da Amazônia Ltda.; PepsiCola Indústria da Amazônia Ltda. e Steck da Amazônia Indústria Eletrônica Ltda. Por sua vez, os produtos mais exportados continuam sendo os concentrados, motocicletas e minerais.

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