28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Faturamento do setor cresce 25,31% de janeiro a outubro

As indústrias do setor fotográfico de Manaus estão comemorando o melhor Natal de vendas dos últimos dois anos

As indústrias do setor fotográfico de Manaus estão comemorando o melhor Natal de vendas dos últimos dois anos. Razões não faltam para essa alegria, já que o setor acumulou entre janeiro e outubro um faturamento de US$ 260.84 milhões, avançando 25,31% sobre igual período do ano passado (US$ 208.15 milhões).
Além disso, se de um lado a produção de câmeras digitais, em outubro, simplesmente saltou o dobro da produção de janeiro (170,64 mil unidades), fechando em 350,05 mil unidades vendidas ao grande varejo, por outro, em dez meses, o crescimento deste ano (1,70 milhão de máquinas) já supera em 10,82% igual período do ano passado, quando o setor produziu pouco mais de 1,54 milhão de modelos digitais.
Enquanto isso, na outra ponta, esse crescimento nas vendas ajudou a indústria química componentista a encerrar faturamento de US$ 3.04 milhões entre janeiro e outubro contra os US$ 896.60 mil em igual período de 2008.
Os números, divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), revelam também que das 350,05 mil câmeras produzidas em outubro no polo industrial, o mercado local respondeu pelo consumo de praticamente 16 mil unidades. Em setembro, o amazonense já havia adquirido 14,27 mil modelos, volume até então considerado como o melhor desempenho no gráfico de vendas desde o reaquecimento da economia pós-crise em julho, quando o setor pôs no mercado local 13,26 modelos.

Valor sentimental

A fúria de vendas na qual o mercado interno atualmente se encontra fez o diretor geral da Kodak do Brasil, Gilberto Farias, apostar em bons números para 2010. Segundo o executivo, de cada cem fotos tiradas com câmeras digitais, 14 são impressas. “Em 2010, o número de impressões irá crescer 5%, fato que não ocorre há anos e a Kodak tem o maior portfólio de comunicação gráfica do mundo. Esse é o diferencial no mercado para o próximo ano”, afirmou.
Mas, como convencer o mercado a voltar ao tempo das fotografias impressas? A resposta para esse dilema da indústria fotográfica é o apelo emocional, segundo Farias. “Com a captura digital, o valor sentimental da imagem se quebrou, mas a impressão ainda é um grande negócio da Kodak no mundo”, asseverou o empresário, quando disse que para difundir a cultura da impressão, a empresa espalhou centenas de quiosques pelo país, onde procura reaproximar o consumidor da velha prática da revelação.
As novidades no setor, em 2010, de fato prometem. Um desses lançamentos, as fotos em 3D, foi apresentado durante a 5ª Fiam (Feira Internacional da Amazônia) pela Fujifilm. Embora ainda não esteja produzindo, a empresa promete agitar o mercado interno com a Finepix Real 3D, na qual as imagens poderão ser impressas em três dimensões, com uma resolução de dez megapixels e zoom óptico de 3x.
Já de olho nas promessas do mercado para 2010, a estratégia da Fujifilm é apostar na produção de modelos mais populares, o que levou a marca a lançar, em parceria com a Jabil, durante a Fiam, um modelo digital fabricado no polo industrial, na Jabil, com 12,2 megapixels, 3x zoom óptico e LCD de 2,7 polegadas, com preço bem acessível. Segundo o representante da Fujifilm, Hideo Higuchi, a companhia está caminhando para superar a própria meta de vendas de câmeras digitais frente à alta na demanda nos mercados emergentes, como o Brasil. “Queremos ampliar as vendas em mais de nove milhões de câmeras digitais até março de 2010, sendo que a meta é atingir as 10 milhões”, informou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Fujifilm, a empresa originalmente estimava vender 8,3 milhões de unidades no atual ano financeiro, ante as mais de 8,2 milhões de câmeras comercializadas no ano anterior.
No ano passado, foram vendidos cerca de 2 milhões de máquinas digitais no Brasil e a expectativa é que, neste ano, o número supere 3 milhões, dos quais mais da metade será produzida no polo industrial. Kodak e Fujifilm disputam uma fatia de 20% das vendas totais, o que lhe daria a liderança de mercado. Vale salientar que esses números referem-se exclusivamente ao mercado formal.

Mercado informal

As compras efetuadas no mercado informal, muitas com notas frias, sem garantia e sob o risco de aquisição de um produto falsificado, são grandes no Brasil, com estimativas semelhantes as do mercado legal. Os incentivos fiscais e o custos de produção mais baixos podem redundar em preços menores nas câmeras fotográficas, beneficiando os consumidores, as empresas e o comércio legal. Atualmente, nove empresas produzem máquinas fotográficas digitais no Amazonas. Além da Fuji e Kodak, a Foxconn, Panasonic, Pioneer, Samsung e Sony estão entre as principais.

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