Faturamento da indústria recua 1,3%, aponta pesquisa da CNI

O faturamento da indústria caiu 1,3% na passagem de abril para maio, na comparação dessazonalizada (sem influência de fatores sazonais, como feriados). Também diminuíram as horas trabalhadas (-0,5%). Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores Industriais de maio, divulgada ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), e, segundo a entidade, sugerem “moderação na atividade industrial”.
“Identificamos sinais de falta de dinamismo, o que indica moderação de atividade”, disse o economista da CNI Marcelo de Ávila. Já a utilização da capacidade instalada registrou expansão de 0,2% ponto percentual no mesmo período, passando de 82,2%, em abril, para 82,4% em maio. “A capacidade está flutuando entre 82% e 83% há praticamente um ano, não tem variado muito”, informou Mário Sérgio Navarro, outro economista da entidade.
O emprego ficou praticamente estável em março e abril, mas voltou a crescer em maio (0,4%). “Não é o início ainda de uma trajetória contínua de crescimento dos empregos. Nos próximos meses pode até haver mais crescimento, mas não acreditamos que será nessa velocidade”, avaliou Navarro.

Atividade moderada

A CNI considera que está havendo um padrão de alternância entre queda e crescimento dos indicadores pesquisados desde janeiro de 2011. “Isso indica que está havendo uma moderação não só da atividade industrial, mas da economia”, disse Ávila.
O setor de produtos de metal chamou a atenção dos economistas da CNI. “Tanto o faturamento como as horas trabalhadas cresceram nesse setor”, destacou Marcelo de Ávila. De acordo com os indicadores, na comparação com maio de 2010, o faturamento cresceu 12,4%, percentual bastante próximo ao registrado no acumulado de 2011, que foi 12,5% sobre igual período de 2010. As horas trabalhadas aumentaram 5% na comparação de maio de 2011 com o mesmo mês do ano anterior.
“Já a capacidade instalada [do setor de produtos de metal], que estava recuando, mostrou relativa estabilidade agora [0,1% na comparação com maio de 2010]. Ou seja, há uma utilização maior do parque industrial desse setor, que é muito influenciado pela construção civil”, acrescentou Ávila.

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