Você já parou para pensar sobre isso? Você, empreendedora iniciante ou empresária de sucesso? Quanto do capital da tua empresa foi direcionado para a correção das suas decisões que não deram certo?

Existem dois modelos tradicionais de se começar um negócio. O primeiro é você ser apaixonado por algo e encontrar nessa paixão uma forma de ganhar dinheiro e o segundo é você identificar no mercado uma necessidade ainda não atendida e investir nisso. Seja lá qual foi a sua opção, você deve ter escutado diversas vezes, de vários especialistas, que você precisa fazer um plano de negócios, um canvas, análise swot, calcular os custos fixos e variáveis e bla bla bla. E sim, você realmente precisa fazer isso, mas depois de ter aberto e fechado diversas empresas eu preciso te dizer que o que ninguém te conta é que todas as fórmulas existentes no mercado são para calcular um cenário perfeito de acerto.

Para Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração Magazine Luiza, um bom empreendedor é aquele que não desanima frente aos erros e fracassos.

Corrigindo erros

Quando você sai do plano de ideias e encontra a realidade, o que vai definir teu sucesso como empreendedor é o valor disponível em caixa para corrigir seus erros. É isso que conta.

Pense comigo em uma conta básica de padeiro, você tem “2 x” pra começar um negócio, você estudou tudo certinho conforme manda a fórmula e investiu “1 x” no seu negócio e deixou o outro “1 x” para capital de giro ou segurança, certo? Para você que está começando, esta conta até faz sentido, mas está errada! E na vida real, você vai encontrar muitos experts com diversas soluções mirabolantes para resolver os problemas do seu negócio e a maioria vai dizer que se a conta não fechou é porque você calculou errado. Eles estão certos.

Você provavelmente calculou errado, porém os grandes players do mercado já sabem que essas contas no início do negócio não fecham com facilidade, pois precisam contar com as diversas variáveis que controlam esses números. Então ERRAR é algo muito comum e inevitável.

Quanto vale o erro? E a correção do erro?

Eu sempre pensei muito sobre o valor real que uma empresa investe em erro para se tornar um sucesso. Eu digo “investir” porque é um investimento, o erro faz parte processo. Já parou para pensar no quanto foi gasto em erro para uma Magazine Luiza ser uma Magazine Luiza, uma China in Box ou um Habbib´s serem quem são?

No empreendedorismo costuma-se dizer que “você vai errar, então que erre rápido”. E o que fazer quando você investiu tudo que tinha só para tirar a empresa do papel? Qual foi o dinheiro que sobrou para lidar com o erro dos teus planejamentos? A verdade é que sempre que eu investia em um negócio que não dava certo, eu precisava de um tempo para pagar as dívidas desse erro e me capitalizar novamente para uma nova empreitada.

As vezes durava 1 ano, as vezes 2 ou 3, mas ter total ciência que erros são inevitáveis e necessários me fez perceber a necessidade de ter três coisas bem definidas.

A primeira é que você precisa saber muito sobre o mercado que você está entrando, sobre seu negócio, seu produto e principalmente seu público. E a melhor hora para fazer isso é enquanto as portas ainda estão fechadas e sem contas para pagar.

A segunda é que se seus recursos para investimentos são poucos, o melhor é começar a funcionar em um modelo teste. Montar da forma mais simples e barata possível para colocar em funcionamento o MVP (Mínimo produto Viável) e apresentá-lo ao mercado para teste, antes de fazer grandes investimentos. Às vezes empreendedores são tão apaixonados pela ideia que não percebem que este negócio não é tão interessante para o mercado e o público não o quer.

E a terceira é que ninguém abre um negócio esperando fechá-lo no mês seguinte, então independente do tipo de empresa, é a constância e a persistência que o faz funcionar. 

Quando você erra muito e conhece o custo do seu erro você passa a ser mais cauteloso, a eliminar gastos supérfluos, a pensar na entrega da experiência perfeita para o cliente. Tudo vai girar em torno de como entregar essa experiência perfeita com o menor custo possível.

Começando..

Se você está começando a montar o seu negócio agora, metade das coisas com as quais você pensa em gastar dinheiro, certamente são desnecessárias e cada valor investido nessa coisa desnecessária vai fazer falta lá na frente. É sempre bom lembrar que a experiência que o seu produto causa ao público certo, é muito mais barata do que firulas e agrados que você “supostamente” acredita que irá agregar valor. Este momento vai chegar, mas no começo foque na melhor solução para o seu cliente e reserve um dinheiro para corrigir os seus erros. Você vai precisar!

Bom, eu me chamo Raquel Omena, sou especialista em negócios digitais e esta é a minha primeira publicação nesta coluna. A partir de hoje, toda quarta-feira estarei aqui, trazendo dicas e histórias de empreendedorismo para mulheres que, como eu, estão vivendo essa loucura de empreender.  Vamos juntas? 

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