Em dia de nervosismo global, Bovespa registra queda de 4,73%

Há quase quatro meses o mercado brasileiro de ações não testemunhava um “tombo” da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tão forte quanto o de quinta-feira. O nervosismo com a situação de algumas economias europeias, junto com a expectativa pelos fundamentais números da economia americana (previstos para amanhã), formou a combinação que derrubou Bolsas de Valores na Ásia, na Europa e nos EUA.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, teve forte queda de 4,73%, aos 63.934 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,95 bilhões, bem acima da média (R$ 6,67 bilhões/dia). Ainda operando, a Bolsa de Nova York perde 2,48%.

O nervosismo do mercado começou a se precipitar já a partir do continente asiático -onde a Bolsa japonesa cedeu 0,48% e a Bolsa de Hong Kong, 1,84%-, mas ganhou força nos mercados europeus, epicentro da crise atual. Em Londres, o índice FTSE caiu 2,19%, enquanto índice alemão Dax recuou 2,44%. Mas o pior foi visto nas Bolsas portuguesa e espanhola, que desabaram 4,98% e 5,94%, respectivamente. Analistas e investidores acompanharam por meses a deterioração fiscal na Grécia, e se assustaram quando outros países da mesma região começaram a apresentar um cenário semelhante, de desastre das contas públicas, provocado, entre outros motivos, pelos altos gastos para conter a crise mundial de 2008. No radar, Itália e Irlanda também apresentam cenários preocupantes.

“No início de 2009, nós tínhamos o risco dos bancos, que poderiam quebrar, e por isso os governos precisaram acudir. E agora, no início desse ano, nós estamos vendo o risco dos governos”, sintetiza Carlos Levorin, sócio e gestor da Grau Gestão de Ativos.

O mercado passou por um período de relativa “euforia”, quando as más notícias tiveram uma pausa entre o final do ano passado e o ínício de 2010, e havia muito capital em circulação pelo mercado mundial, com gestores procurando alternativas aos juros muito baixos das economias desenvolvidas.

Dólar tem alta e encosta no nível de R$ 1,90

A economia europeia concentrou as preocupações do mercado, num forte movimento especulativo que levou a moeda americana a encostar no nível de R$ 1,90 pela primeira vez em mais de cinco meses.
Dessa forma, a cotação do dólar encerrou o dia a R$ 1,885, subindo 2,22% na comparação com a taxa final de ontem, em seu maior preço desde 1º de setembro do ano passado.

No decorrer do dia, a cotação chegou a bater R$ 1,900, com um piso de R$ 1,861. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2, em um avanço de 2,04%.
A deterioração das contas públicas dos países do Mediterrâneo -Grécia e Portugal, com destaque para a Espanha- ganhou destaque no radar dos agentes financeiros, provocando uma forte desvalorização do euro, que na quinta-feira chegou à cotação de US$ 1.375, ante US$ 1.391 na jornada de quarta-feira.

Não por coincidência, as Bolsas de Valores desses países amargam as piores perdas do dia: em Lisboa, o índice acionário desabou 4,98%, enquanto em Madri, as ações derreteram 5,94%.
As demais Bolsas de Valores não ficaram muito atrás: na importante praça de Frankfurt, o índice Dax caiu 2,19%, enquanto a brasileira Bovespa já amarga retração de 4,73%, aos 63.934 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,95 bilhões.

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