18 de abril de 2021

Economistas se dividem em relação à continuidade da alta dos juros

O comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), justificando a alta dos juros básicos para 12,25% ao ano continua gerando polêmica. Tem gente que vê possibilidade de nova alta dos juros

O comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), justificando a alta dos juros básicos para 12,25% ao ano continua gerando polêmica. Tem gente que vê possibilidade de nova alta dos juros. Outros, preferem esperar até a divulgação da ata completa da reunião.
O Banco Fator avalia que o Copom possa elevar a taxa básica de juros (Selic), na reunião deagosto. O comunicado foi interpretado pela maioria das instituições ouvidas pela Agência Estado como o fim do ciclo de aperto monetário. O documento suprimiu a expressão “ajuste por tempo suficientemente prolongado”. Contudo, deixa a porta aberta para uma reação da autoridade monetária caso ocorra deterioração adicional dos indicadores.

Chances menores

Em relatório distribuído aos clientes do Banco Fator na quinta, 21, o economista-chefe do banco, José Francisco Lima Gonçalves, informou ver a possibilidade de pelo menos mais uma alta. “As chances de elevação por diversas reuniões parecem ter diminuído. A possibilidade de não ocorrer aumento em agosto também existe, porém, de acordo com as perspectivas do Banco Fator, não deve ser confirmada”, escreve o economista do Fator. Em seguida, acrescenta que “é possível que haja apenas mais um aumento nesse ciclo de aperto, na reunião de agosto .
Mas, para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o comunicado foi tão curto que acomoda qualquer interpretação. “Lemos e relemos a nota e não achamos nenhum sinal claro das intenções do colegiado. Se, de um lado é retirado o famigerado ‘suficientemente prolongado’, o que pode sugerir o fim do ciclo de alta, por outro lado ‘balanço de riscos para a inflação’ soa um pouco assustador neste momento”, avaliou, em nota.
Segundo ele, existem ótimos motivos tanto para continuar o aperto monetário quanto para encerrá-lo definitivamente, e esta seria a reunião onde a autoridade monetária poderia apontar uma direção para a sociedade frente os desafios enfrentados, como inflação, câmbio, atividade, entre outros. “Frente a tão pouca informação, a leitura da ata semana que vem será fundamental, especialmente o já famoso parágrafo 30 do documento”, concluiu o economista, acrescentando que a grande questão neste momento não é nem a dinâmica inflacionária interna, mas sim o cenário externo.

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