10 de abril de 2021

Incertezas econômicas aquecem mercado de ouro

Desvalorização do dólar, instabilidade na economia global e alta dos juros contribuem para o aumento da demanda

Desvalorização do dólar, instabilidade na economia global e alta dos juros contribuem para o aumento da demanda

Em tempos de instabilidade econômica e alta de juros, investir em ouro continua sendo uma boa saída. Em dez anos, o preço do grama do ouro saltou de R$ 68 para R$ 84,50. Valorização de 21%, que faz da commodity, ainda hoje, o investimento mais seguro dentro do mercado de capitais, tanto para empresas quanto para pessoas físicas.
A atual desvalorização do dólar, a instabilidade da economia internacional, a queda no preço do petróleo foram apontados pelo conselheiro titular do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Junior, como alguns dos fatores que vêm estimulando a procura cada vez maior pelo metal.
“Aqui, na loja, começamos a trabalhar com ouro há seis meses. Nesse pouco tempo a procura já cresceu 70%”, conta o proprietário da OM DTVM Câmbio, Ricardo João Chamma.
Segundo Mourão Júnior, o ouro aparece como saída, tanto para quem vende como para quem compra. “Ele surge como forma de pagar dívida, seja através da venda ou penhora, pelos juros menores. E também é um bom negócio para quem compra porque o crescimento é constante”, esclareceu.
“Se uma pessoa investir a longo prazo, em dez anos, o retorno será entre 10% e 15% a mais”, completou Ricardo Chamma.
No entanto, o empresário explica que esse tipo de investimento ainda não é muito divulgado. “É voltado para pessoas com maior conhecimento em mercado de capitais, pela grande flutuação. Para investidores leigos, outras aplicações como de renda fixa podem ser um melhor caminho”, aconselhou.

Temporada de formaturas

Quem também se beneficia da alta cotação do ouro são os comerciantes do ramo. O gerente da loja Ouro Brasil, Gabriel Munhoz, que paga entre R$ 30 e R$ 50 pelo grama e vende a R$ 75, o movimento tem sido dos melhores. Ele estima uma superação de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já a proprietária da Alpha Jóias, Humbernete Lima, que vende peças de ouro como alianças, anéis e cordões, ainda aposta em uma melhora na procura, a partir de agosto. “É quando começa a temporada de formaturas e também quando mais pessoas recebem a primeira parcela do 13º salário”, explanou.

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