Dólar fecha a R$ 1,68, em meio à crise europeia

Em meio ao temor renovado pelos desdobramentos da crise europeia, e novas ameaças do governo em intervir no mercado de moeda, a taxa de câmbio doméstica permaneceu pressionada durante boa parte dos negócios de hoje.
Portugal e Espanha, duas das economias mais fragilizadas da zona do euro, estão novamente sob os holofotes com a necessidade captar alguns bilhões de euros no mercado financeiro. Segundo agências internacionais, corretores do segmento de títulos soberanos comentaram que o BCE (Banco Central Europeu) teria adquirido títulos portugueses, num esforço para ajudar o país mediterrâneo, o que foi oficialmente negado pela instituição.
E no final de semana, a imprensa europeia trouxe notícias de que Portugal está sob pressão dos demais membros do bloco europeu para aceitar um plano de resgate financeiro (à semelhança da Grécia e da Irlanda), o que também foi negado pelas autoridades portuguesas.
A cotação da moeda europeia permaneceu abaixo de US$ 1.30, em seu nível mais baixo desde setembro do ano passado.
Também não passou despercebida a entrevista concedida pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) ao diário britânico Financial Times, em que salienta que a “guerra cambial” ainda não acabou, e que, sendo a taxa cambial um elemento importante da “competitividade” comercial de um país, o que força as nações a “se defenderem o melhor que puderem”.
“O mercado ‘spot’ [de dólar à vista] está equilibrado. A pressão agora está vindo do mercado de futuros”, declarou ele. Na semana passada, o Banco Central anunciou medidas que tolhem a especulação dos bancos em relação à taxa de câmbio. Analistas avaliaram que a medida, embora elogiável, teria pouco efeito sobre a formação dos preços da moeda americana.
Nesse contexto, o dólar comercial ascendeu até R$ 1,697, em seu ponto mais alto, mas encerrou o expediente em R$ 1,688, em uma alta moderada de 0,11%.
E nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,810 para venda e por R$ 1,640 para compra.

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