2 de dezembro de 2021

Distrito 3 é esperança para projetos

Ao completar 46 anos de criação da ZFM (Zona Franca de Manaus), o modelo sofre com a falta de espaço disponível para instalar para novas indústrias

Ao completar 46 anos de criação da ZFM (Zona Franca de Manaus), o modelo sofre com a falta de espaço disponível para instalar para novas indústrias. Continua sem objetividade a intenção de investir na ampliação e manutenção do modelo. Faltam informações concretas de investimentos (federais, estaduais e municipais), prazos, locais, captações de novos investidores para sustentar o anseio pela prorrogação por mais 50 anos da ZFM.
O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, anunciou, ontem, a construção de um anel viário, na zona Leste da capital, nos limites da Reserva Florestal Adolpho Ducke. A nova área, segundo Thomaz, deve ficar pronta no ano de 2014.
“Não adianta ter reuniões se não tivermos onde instalar novas companhias. O anel viário está sendo viabilizado com recursos do governo do Estado e Federal e é uma importante expansão necessária para os Distritos 1 e 2, e também para expandir com a formação do Distrito Industrial 3. O nosso 2013 terá mais produção e empregos que 2012”, frisou Nogueira.
O secretário executivo do Mdic, Alessandro Teixeira afirma que existe uma série de investimentos em infraestrutura, inclusive no anel viário da cidade para auxiliar e desbloquear o que há de dificuldade na logística.
A Suframa anunciou medidas para superar entraves e alavancar a produção industrial em 2013. O PIM (Polo Industrial de Manaus) enfrentou um cenário econômico mundial adverso, no ano passado, com demissões, impasses no setor de refrigeração, ciclomotores e duas rodas. “Foi um ano de perdas e ganhos que serviu para destacar o Brasil como uma potência mundial”, constatou Nogueira.
O superintende destacou um aspecto interessante do comprometimento do poder público federal com o Amazonas, no sentido de divulgar o modelo ZFM para a OMC (Organização Mundial do Comércio), durante reunião realizada ontem (28) em Brasília. “Os técnicos do ministério (Mdic) estão reunido, fazendo a defesa do modelo porque a OMC contesta alguns dos benefícios que a Zona Franca concede”, comunicou o titular da autarquia.
Negociações com Venezuela e Equador estão em andamento no setor de TVs e motocicletas. Transações com Peru e Colômbia estão entre os planos da direção da Suframa de 2013. “Estamos realizando reuniões com a representante da Venezuela no Brasil para fortificar ainda mais o comércio”, adiantou Nogueira.
Investimentos industriais
Na pauta da 261ª reunião do CAS (Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus), realizada na manhã de quinta-feira (28), constaram 13 projetos de implantação e 20 projetos de ampliação, atualização e diversificação, que devem gerar 624 novos empregos no PIM em até três anos, prazo que as empresas têm para efetivar os projetos. O investimento total chega a US$ 428,324 milhões, que foram aprovados sem ressalvas pelo Conselho.

Tablets

Destaque para a fabricante chinesa de computadores Lenovo, que promete investir US$ 102,4 milhões e gerar 212 novos empregos com o projeto de ampliação da produção de tablets (microcomputadores portáteis) e aparelho celular, realizada pela empresa Digibrás. A empresa foi adquirida em 2012 pela Lenovo e detém a marca CCE. A Jimmy Ltda., mais uma fábrica com projeto para produção de tablets, que prevê investimentos de US$ 2,9 milhões, com 19 empregos adicionais.

Split

No setor de refrigeração, a produção de ar-condicionado split foi atingida através de um realinhamento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que ajudou, segundo Nogueira, a tirar a produção do zero para um nível recorde. “As medidas adotadas pelo governo federal para proteger a indústria nacional de ar-condicionados continuam a surtir efeito”, diz convicto.
Com investimento fixo de US$ 2,7 milhões, a Ventisol da Amazônia projeta a produção de condicionadores dos tipos janela e split, com abertura de 84 empregos. Entre as propostas de projetos de diversificação, a Hitachi planeja produzir condicionador de ar tipo janela ou de parede, com mais um corpo, prevendo investimento fixo de US$ 14,8 milhões e a geração de 400 novos empregos.

Motos

O Polo de Duas Rodas, ainda segue atraente para os investidores. Principalmente no segmento de alto desempenho e bicicletas, a exemplo, da Triumph, principal marca inglesa de motocicletas, que irá disponibilizar o investimento fixo de US$ 529 mil, e gerar 89 novos postos de trabalho, para ampliar a produção de motos acima de 450 cilindradas. Já a Verde Bike quer se instalar em Manaus para produzir bicicletas elétricas. O investimento fixo será de US$ 270 mil com a geração de 39 empregos.
De acordo com o superintende da Suframa, este primeiro semestre será marcado por uma retomada, discreta, dos índices de produção de motocicletas com a diminuição dos custos do setor articulados pelo governo federal junto ao Banco Central.

Novos projetos

Quanto aos projetos de instalação, a Eram (Estaleiro do Rio Amazonas) busca a aprovação de projeto para construir balsas e barcos empurradores. O projeto prevê a geração de 187 empregos e o investimento fixo é de US$ 2,5 milhões. A Silva e Campos Ltda, também dentro da perspectiva do Polo Naval, apresenta projeto para produção de balsas, com investimento fixo de US$ 361 mil e 31 postos de trabalho.
Destaque, também para o projeto da KMA (Komeco), empresa conhecida pela produção de condicionadores de ar, e que pretende fabricar aquecedor de água a gás instantâneo no PIM. Com o projeto aprovado, será a primeira indústria do tipo na Zona Franca. O investimento fixo será de US$ 888 mil e a previsão é de 48 empregos adicionais.

Projeto CBA

Próximo de completar 11 anos dedicados à pesquisa, o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) permanece na condição de projeto, sem constituir personalidade jurídica. De acordo com o secretário executivo do Mdic, Alessandro Teixeira ainda neste primeiro semestre, deverá ser definida a operacionalização do centro de pesquisas e anunciada pelo governo federal. “Vai ser neste semestre o anúncio de como o CBA irá operar e de como estará formado. Do ponto de vista jurídico ele não existe e vai passar a existir”, garante Teixeira.
A Suframa é responsável pela execução e administração do CBA, sendo a principal mantenedora, com aproximadamente 70% do aporte financeiro. O governo do Amazonas participa do projeto através da Fapeam (Fundação Estadual de Amparo e Pesquisa no Amazonas) em parceria com a autarquia.
O CBA é um Centro de Tecnologia que, tem por missão promover a inovação tecnológica de processos e produtos, incentivando e criando as condições básicas para apoiar o desenvolvimento das atividades industriais baseadas na exploração sustentável da biodiversidade amazônica. Foi criado no âmbito do Probem (Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade), inscrito no primeiro PPA (Plano Plurianual do Governo Federal), o qual foi somente instituído em 2002 pelo decreto n° 4.284, sendo seu Conselho representado por três ministérios: Mdic (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior), MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e MMA (Ministério do Meio Ambiente).

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