Crise Política afeta Cursinhos no AM

Estudar para concurso público precisa de muita disciplina dos ‘concurseiros de plantão’. Anualmente, milhares de jovens de todo o Brasil buscam cursinhos preparatórios com a finalidade de garantir mais conhecimento e passar nas vagas disponíveis dos Concursos regionais e nacionais divulgadas em editais.
E na busca pela qualidade de ensino, há 17 anos preparando jovens para ingressar no serviço público, o Padrão Vestibulares e Concursos, localizado na avenida Epaminondas, centro, conta, atualmente com 617 alunos Concurseiros que se preparam para o Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Militar de Manaus.

Porém, a diretora do Padrão, Mary Soares Affonso lamenta que, hoje, em Manaus, o aluno não vê sua preparação como investimento, mas como gasto. “Por isso, a grande procura só acontece quando sai o edital. E os concursos para as carreiras militares, são mais valorizados, exatamente, porque acontecem todo ano. E o valor para se preparar varia conforme o tipo de concurso que o aluno venha se inscrever”, disse ela .

Ela informa ainda que a crise econômica e consequentemente, o desemprego, fez crescer a procura de preparatório para as carreiras militares. “No entanto, a crise política vivida pelo país e em particular, pelo Amazonas, afastou muitos alunos dos preparatórios, diante da indefinição no controle político no Estado. A falta de definição de mando, passa para o aluno a ideia de que, novos editais demoram a ser lançados e nesse caso, retardam o início de suas preparações”, lamenta ele.

A diretora ressalta que o Curso Padrão não é um cursinho, é um preparatório. “Mesmo com um tempo reduzido, procuramos ensinar, diminuir ao máximo as deficiências trazidas pelos alunos. Respeitamos nossos alunos e valorizamos seus esforços, organizando horários fixos, substituindo um professor que falta, por outro, para que não fiquem sem aula, nossos cursos são todos apostilados”, explica ela.

Para garantir a qualidade do seu ensino, o Padrão oferece simulados mensais, para todos os preparatórios e monitorias aos sábados; o treinamento na elaboração de texto é constante, visando notas altas nas redações. “Nossos professores são competentes e dedicados”, finaliza a diretora.

Equipol
Já para o diretor do Curso Equipol, Ilcymar Monteiro, a crise econômica também afetou os preparatórios para consursos públicos.

“O que aconteceu foi que os governos: federal, estadual e municipal, suspenderam os certames por falta de recursos, mesmo sabendo da necessidade de servidores em todos os órgãos”, lamenta ele.
Atuante há 20 anos em Manaus, atualmente, o Curso Equipol prepara mais de 200 alunos para os concursos do Ministério Público da União e Polícia Civil.

E segundo Monteiro, hoje, um estudante investe em média R$ 280 mensal em um cursinho para concurso público.

“E o nosso diferecial é oferecer um espaço físico bem estruturado com toda a tecnologia e conforto aos nossos alunos. Além de uma das melhores equipe de professores da cidade, material didático compatível com a banca organizadora do evento e um atendimento dedicado aos alunos”, ressalta ele.

Curso Preparatório Vencer
Outro curso que também foi afetado pela crise, foi o Vencer, localizado na Cidade Nova, rua Max Teixeira próximo ao terminal 3.

Com a crise econômica, o proprietário e professor de matemática e raciocínio lógico do curso, Eldo Marcolino de Souza, afirma que houve uma redução dos concursos nas três esferas do poder (municipal, estadual e federal). “Vi que houve um arrefecimento na procura. Infelizmente a cultura do nosso povo amazonense ainda é de estudar tão somente COM A PUBLICAÇÃO DO EDITAL. Isso é um equívoco muito grande”, lamenta ele.

Eldo indica que, mesmo no momento em que houve redução nos concursos públicos, é o momento propício para os estudos. “Pois a maior parte dos concurseiros estão parados. Logo, quem estiver mantendo seu ritmo de estudos ficará muito na frente em sua preparação para quando for retomada a normalidade econômica e política do país”.

Ele lembra que a mesma situação já se repetiu no ano de 2011 e que quando os concursos chegaram foi um em cima do outro e muitas pessoas não estavam preparadas.

“E para a preparação os alunos que continuam conosco, o Vencer trabalha com aulas expositivas presenciais, realização de simulados e resolução de provas anteriores das mais variadas bancas, com o intuito de preparar o aluno para variados tipos de provas e comissões avaliadoras”, explica o diretor.
O Vencer conta atualmente com 200 alunos e com turmas para os concursos das polícias Militar e Civil. Concurso da Semed, começando novas turmas no dia 10 de julho.

Segundo Eldo, a previsão de início de novas turmas para os concursos do MPU (Ministério Público da União) e Tribunal Regional Federal, 1ª região-TRF1 está para segunda quinzena deste mês de julho. “Para se preparar, o investimento médio dos nossos estudantes varia em torno de R$ 250 a R$ 300, conforme a quantidade de matérias do conteúdo programático do edital de cada concurso”, finaliza ele.

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