Crescimento nas exportações equivalente ao dobro da média

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“Essa meta foi estipulada em novembro, considerando as informações dos setores produtivos e as expectativas, inclusive, de crescimento do comércio mundial”

Em 2008, as exportações brasileiras deverão crescer o dobro da média mundial, segundo previsão do governo federal. A meta é de US$ 172 bilhões, ou seja, 7% a mais que os US$ 160.64 bilhões registrados em 2007.

“Essa meta foi estipulada em novembro, considerando as informações dos setores produtivos e as expectativas, inclusive, de crescimento do comércio mundial”, afirmou Weber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o resultado da balança comercial do ano passado.

Ele explicou que a OMC (Organização Mundial do Comércio) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevêem um crescimento de 5,2% a 5,4% para o comércio internacional. “Com base nisso, nossa meta é crescer o dobro das exportações mundiais”, revelou, ao informar que a meta deve ser revista para cima.

As importações também deverão manter tendência de crescimento em 2008. Embora o governo federal não fixe meta, a previsão do secretário é de continuidade na compra de máquinas para projetos de infra-estrutura.

Na avaliação dele, a manutenção de um saldo positivo na balança comercial dependerá mais da competitividade brasileira que do câmbio. No ano passado, o superávit foi de US% 40 bilhões, 13,8% inferior ao saldo do ano anterior.

“Todas as previsões que foram feitas considerando um efeito negativo do dólar mostraram-se exageradas.

Esperava-se um déficit de US$ 2 bilhões e que as exportações ficassem em US$ 130 bilhões. O que se demonstrou ao longo do ano foi que a competitividade é muito mais importante que o câmbio”, afirmou.

Ele destacou ainda que a nova política industrial tem como foco justamente o aumento de competitividade do setor no país: “Pior do que o câmbio é a situação de gargalos logísticos e de gargalos de competitividade.”

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