11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Crescimento do analfabetismo, a quem interessa

De nada adiantará identificar os culpados pelo grande índice de desconhecimento e analfabetismo que predomina nas escolas brasileiras, colégios ou universidades, quando se sabe que os responsáveis são muitos e nos mais diversos segmentos da sociedade

De nada adiantará identificar os culpados pelo grande índice de desconhecimento e analfabetismo que predomina nas escolas brasileiras, colégios ou universidades, quando se sabe que os responsáveis são muitos e nos mais diversos segmentos da sociedade. Sem receio de fazer acusações, é necessário denunciar a existência de uma parcela considerável de pessoas responsáveis pelo péssimo grau de aproveitamento escolar de nossos jovens, concernente a matérias fundamentais para a formação elementar do cidadão que pretende em futuro próximo, transformar o Brasil numa pátria onde haja cidadania, liberdade, dignidade e democracia.
O desconhecimento das mais simples regras gramaticais, o despreparo para elucidar as mais fáceis questões matemáticas, a ignorância sobre as nossas origens históricas, o descaso com a Geografia do Brasil, quando o aluno freqüenta a escola, dir-se-ia de pronto que em tais circunstâncias, há uma soma expressiva de responsabilidade na condução das aulas ministradas por alguns professores, ao gerenciar o ensino de suas matérias. Eis que é preciso enfatizar: há professores e professores…
Sem dúvida, anteriormente as diretrizes da família, é o professor quem pode e deve avaliar o seu aluno, quando examina a redação do mesmo, quando corrige uma prova de matemática, história, geografia ou português. Se não há uma denúncia, não é feito um questionamento sobre o despreparo do aluno, é o professor antes de quaisquer outros elementos, o primeiro a ser questionado ou exigido.
Mas, então é o professor o grande vilão do analfabetismo grassante nos meios estudantis de nossas escolas e universidades? Claro que não! O professor é o item mais próximo do aluno e muitas vezes não tem a menor condição de ministrar suas aulas, não se lhes permitindo autoridade para efetuar exigências de novos comportamentos, onde o aluno faltoso é proibido de ser molestado, punido, de acordo com as mais modernas e ridículas técnicas de tolerância e passividade.
Em verdade, o analfabetismo tem representado uma grande vantagem para os governantes do Brasil e da própria América Latina, que se valem do grande número de pessoas incapazes de discernir o bem do mal, o útil do nocivo, e acreditam nas promessas mirabolantes de ministros e governantes contumazes em confundir o povo. Quando se quer por à prova uma vantagem que a democracia camufla sob a esfinge de sua doutrina, é só brindar o povo com vantagens ou benefícios passageiros e os governantes conseguem aprovar todos os seus projetos de ampliação do poder e de incentivo à corrupção.
O povo incauto legaliza propostas desfavoráveis ao seu futuro e apóia programas que iludem no imediatismo e só se deixam contemplar como demagógicas ou enganadoras, algum tempo depois, como a CPMF e a não solução para os problemas de saúde no Brasil, cava vez mais doente e carente de recursos.
Se o índice de analfabetismo nos mais diversos segmentos não fosse tão alarmante, não se apresentasse amiúde no entender e interpretação das pessoas atingidas pelas trevas da ignorância, o Brasil não teria tantos impostos, os fabricantes de comestíveis e de medicamentos não conseguiriam furtar o consumidor no preço, na quantidade, na qualidade e na falsidade.
Somos sim, um país longe de alcançar um grau de conhecimento capaz de nos permitir a curto prazo, melhor qualidade de vida, maiores horizontes de liberdade, um justo exercício de cidadania e a competência para elegermos representantes mais dignos, honrados e qualificados para os nossos parlamentos nas três esferas.
Eis porque é tão difícil erradicar o analfabetismo e os governantes vivem a incrementá-lo, mediante o instituto da omissão!…

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