Confiança do empresário está em baixa

A crise financeira global continua mudando a expectativa dos empresários. De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, 33% dos empresários vão reduzir os investimentos no 2º trimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008.
No 1º trimestre deste ano, apenas 14% pretendiam reduzir os investimentos na mesma comparação. Por outro lado, somente 21% dos empresários entrevistados pretendem ampliar seus investimentos no 2º trimestre de 2009 ante igual período de 2008 (no 1º trimestre de 2009, esta cifra correspondia a 50% dos empresários). Assim, na avaliação do 2º trimestre de 2009, a intenção de ampliar investimentos caiu pouco abaixo da metade verificada nos primeiros três meses de 2009.
A pesquisa foi realizada na primeira quinzena de março com 1015 executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.
Na análise setorial, nota-se que a indústria tem a maior parcela de empresários apostando na queda dos investimentos (36%), seguida dos serviços (33%) e comércio (32%). As instituições financeiras tem 27% de seus respondentes acreditando em queda dos investimentos e 32% no sentido oposto, esperando alta, se distinguindo dos demais segmentos por um otimismo maior que a parcela que opinou pelo recuo.
Na análise por porte, os executivos das médias empresas praticamente se dividem entre estabilidade (41%) e decréscimo (39%) dos investimentos no 2º trimestre de 2009 em relação a igual período do ano passado. Já nos outros portes, há predominância da manutenção dos investimentos e a aposta de queda, mesmo abaixo desta, ela é significativa.
Na perspectiva histórica dos 2º trimestres desde 2005, o de 2009 retrata a maior parcela (33%) que crê em decréscimo dos investimentos e, ao mesmo tempo, a menor otimista (21%).
A análise regional demonstrou que a região Norte é a mais pessimista com relação aos investimentos (41% das empresas vão reduzi-los neste 2º trimestre), seguida de perto pelo Sudeste (37%).

Faturamento como dúvida

As expectativas dos empresários estão divididas no que diz respeito ao faturamento de sua empresa. No 2º trimestre de 2009, 37% dos entrevistados preveem estabilidade do faturamento de seu negócio em relação ao 2º trimestre de 2008, 31% acredita em elevação e 32% em diminuição. No 1º trimestre de 2009, a distribuição das respostas era: 36% aumento, 35% manutenção e 29% queda. De qualquer forma, há uma ligeira deterioração das opiniões na relação 1º e 2º trimestres 2009.
Na série histórica dos 2º trimestres, desde 2005, há o menor patamar de otimismo (31%) sobre o faturamento e o maior de redução (32%).
Na visão por porte e por setor, não há tendência definida para seu próprio faturamento. A Indústria, o Comércio e os Serviços, de empresas pequenas, médias e grandes se posicionam divididos igualmente com opiniões ao redor de 30% em relação ao aumento, diminuição e manutenção do faturamento.
Na análise regional, os empresários do Centro-Oeste estão mais otimistas em relação ao faturamento de suas empresas no 2º trimestre. São 46% dos empresários locais nessa referência. Em seguida está o Nordeste, com 39% dos empresários aguardando o aumento de seu faturamento, 39% estabilidade e 22% queda. O Sudeste é a região menos otimista, com 36%de seus empresários aguardando queda no faturamento de suas empresas no período.
52% das empresas dizem que a Selic vai cair no 2º trimestre. A indústria é o setor onde a expectativa é maior, com 65% dos entrevistados apontando nessa direção. Na sequência está o comércio, 53% de seus empresários.
A média (59%) e a grande (58%) empresas estão mais confiantes na diminuição na Selic. O Sul (56%) e o Sudeste (53%) encabeçam a lista dos mais convencidos em relação à redução da taxa básica e juros.

Real desvalorizado

Para 79% dos respondentes, o dólar vai se valorizar frente ao real no 2º trimestre de 2009. É o maior percentual de apostas contra o Real em todos os 2º trimestres desde a criação da pesquisa. Em relação ao 1º trimestre, os palpites nessa direção caíram. Eram 87% e houve uma migração, sobretudo, para a estabilidade.
Por setor, 83% dos empresários da indústria aguardam uma valorização do dólar. Os demais setores (comércio, serviços e instituições financeiras) têm posição ao redor de 79% nessa questão. O Centro-Oeste (83%) e o Sudeste (81%) compartilham mais intensamente dessa questão no câmbio.

Desemprego em alta

Para 76% dos empresários, o desemprego vai aumentar no 2º trimestre, que repete o patamar do trimestre anterior. Na perspectiva histórica dos 2º trimestre, também é o indicador mais negativo. Todos os setores e porte de empresas compartilham dessa opinião. Os destaques ficam com as instituições financeiras (88%) e as grandes empresas (83%). O Sudeste (79%), Sul (77%) e Centro-Oeste (75%) são as regiões que enxergam a piora no emprego.
No 2º trimestre, 53% dos empresários creem em recuo da renda média da população e 37% em estabilidade na comparação com igual período de 2008. As instituições financeiras (65%) e as médias e grandes empresas (59% cada) também estão à frente dessa expectativa. O Sudeste (59%) é a região menos otimista na questão da renda. Novamente, na série histórica dos 2º trimestres, desde 2005, é o indicador (53%) que aponta a maior queda na renda do brasileiro no período.

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