Compras nos cartões crescem 22% no Estado

O faturamento da indústria de cartões de crédito ultrapassou o volume de R$ 301 milhões neste mês no Amazonas, mais de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de transação com o ‘dinheiro de plástico’ também foi superior, registrando 2,87 mi-lhões em outubro, ou 16,7% a mais que o obtido durante o mesmo período de 2006.

Os dados divulgados ontem fazem parte dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Itaucard.

Apesar de não haver alterado a participação do Amazonas na fatia nacional, onde aparece com 1,9% do total geral, o estudo chama atenção para o gasto médio do amazonense durante o período, cerca de R$ 105 por compra, perfazendo um salto 4,6% superior a outubro do ano passado.

Seguindo uma tendência observada em nível nacional, os indicadores da Itaucard apontam uma situação que vem se repetindo no Amazonas há três meses: a população de baixa renda estratificada no salário com pouco mais de R$ 1.400 mensais é quem mais se utiliza do cartão de crédito nas compras diárias.

Na opinião do diretor de marketing de cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon, as mulheres têm desenvolvido papel importante no faturamento da indústria de cartões, já que representam 56% das compras gerais a prazo em comparação aos homens com apenas 44% desse total.

Compras parceladas

Chacon explicou que a compra média das mulheres é de menor valor em relação a dos homens, efetuando compras parceladas de R$ 196, enquanto os homens preferem gastar R$ 247. “Entretanto, elas abrem muito mais parcelas que os homens, isto significa que, embora tenham uma renda menor, as mulheres conseguem adequar melhor o uso do cartão para sua capacidade de pagamento, através do uso consciente das compras a prazo”, explicou.

O diretor disse ainda que, nos últimos dez meses em relação ao mesmo intervalo do ano passado, a adesão da população de baixa renda ao dinheiro de plástico cresceu 24%, enquanto a faixa de salários superiores a R$ 1.700 apenas 18%.

Segundo Fernando Chacon, a maior facilidade de acesso das classes populares somada às possibilidades de parcelamento oferecidas pelos meios eletrônicos resultou em um significativo aumento da base de cartões, com aproximadamente 11 milhões de novos plásticos emitidos de janeiro a outubro deste ano.

“O início do último trimestre mostrou que os clientes de baixa renda já representam 67% do total de cartões de crédito em circulação no país, isto é, algo em torno de 60 milhões de cartões”, assegurou o diretor de marketing do Banco Itaú.

Na estimativa de Chacon, a projeção é que, com as festas do fim de ano, as compras parceladas no cartão somem um total de R$ 93,6 bilhões em todo o Brasil, um avanço de 23,4% frente ao obtido em 2006.

Segundo o executivo, paralelamente ao crescimento da aquisição parcelada, as compras à vista também tendem a acompanhar de perto essa evolução nas compras, devendo atingir R$ 87,9 bilhões. “Confirmada essa estimativa, este será o primeiro ano na história do mercado de cartões no qual o parcelamento sem juros superará o pagamento à vista”, comemorou o diretor, cuja estimativa é de que a compra média diária durante os dois últimos meses do ano alcance R$ 84.

Projeção crescente

Segundo indicadores da Itaucard, o setor deve encerrar os dez primeiros meses do ano, considerando as projeções dos indicadores Itaucard para outubro, com um faturamento de R$ 144,5 bilhões, volume 20,2% maior do que o registrado em igual período do ano passado.

“Quanto ao tíquete médio, a expectativa é de que permaneça no patamar de R$ 76, demonstrando um fortalecimento da tendência de uso do cartão para compras do dia-a-dia, portanto, itens de menor valor”, assinalou Fernando Chacon.

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