Comissão discute estágio de obras da Copa

A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara realizou esta semana audiência pública para discutir o estágio das obras para a realização da próxima Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Brasil em 2014.
O autor do requerimento para o evento, deputado Rubens Bueno (PPS-PR), se diz preocupado especialmente por causa do estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) no último dia 14, que mostra que as obras de 10 dos 13 aeroportos que estão recebendo investimentos podem não ser finalizadas para a Copa.
Além da situação dos aeroportos, o deputado também alerta para o andamento das obras nos estádios de futebol e critica a preocupação do governo com obras “alheias” ao evento esportivo. “O Brasil corre sério risco de passar vergonha ao aceitar sediar os eventos e, de repente, não dar conta do recado. A Copa do Mundo deve ser tratada com atenção, e o governo fica insistindo em trem-bala. O prioritário é garantir a infraestrutura para os eventos, já que o próprio governo admitiu que a chance de o trem-bala ficar pronto antes de 2014 é nula”.
A nota técnica do Ipea mostra que o plano de investimento da Infraero, de R$ 1,4 bilhão ao ano (de 2011 a 2014), representa mais que o triplo da média anual investida entre 2003 e 2010. O investimento é destinado a 13 aeroportos e busca atender a demanda crescente da população e a realização da Copa do Mundo.
Apesar de alertar para a situação dos aeroportos com risco de não serem totalmente finalizados, o instituto diz que os aeroportos provavelmente não terão atrasos em obras relativas às pistas, pátio e terminais provisórios, os chamados “puxadinhos”.

Cronograma apertado

Um dos convidados da audiência pública é o presidente nacional do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), João Alberto Viol. Sua avaliação é de que o país vai conseguir realizar a Copa de maneira aceitável, ainda que sob um cronograma apertado.
“A consequência pode ser prejuízo quanto à qualidade e aos custos das obras”, alertou. Sobre o legado das obras, o presidente do sindicato demonstra preocupação, especialmente nos empreendimentos nas áreas de saneamento básico e de mobilidade urbana. “A falta dessas obras não vai impedir a realização da Copa, mas, se elas tivessem sido realizadas, nossa imagem perante o mundo seria melhor, teríamos um fortalecimento maior do turismo”, disse.
O presidente do sindicato não vê problemas em a Infraero usar os chamados “puxadinhos” nos aeroportos, desde que sejam tratados como provisórios. “Não podemos ser tão radicais, o módulo provisório serve para cobrir uma lacuna, porque não deu tempo de fazer o ideal, mas ele jamais pode ficar como definitivo”, concluiu.

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