COMÉRCIO EXTERIOR – AM tem o pior resultado em 12 anos

Embora o Amazonas tenha exportado 8% a mais em 2012 com US$ 988,43 milhões em produtos vendidos, a importação também subiu. As compras responderam por gastos de US$ 13,39 bilhões, acréscimo de 5,18% frente a igual intervalo do ano anterior. Desta forma, o estado finalizou o ano com saldo (diferença entre exportação e importação) negativo de US$ 12,40 bilhões na balança comercial, o pior resultado em 12 anos de acordo com o banco de dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Desde 2000, as exportações do Amazonas, de uma forma geral, sempre somaram valores acima de US$ 1, bilhão, o que não ocorreu este ano. Este foi o quinto pior desempenho em termos de vendas do estado para outros países. Já as importações nunca alcançaram cifras tão elevadas. Em 12 anos, o acréscimo foi de 241,58%.
De acordo com o economista e vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, mesmo com as exportações registrando acréscimo, o déficit da balança comercial foi maior em função o faturamento do PIM.
“O superávit – quando as exportações são maiores que as importações – foi menor porque se produziu menos e portanto se faturou menos. Em 2011, Polo Industrial faturou cerca de US$ 41 bilhões. Em 2012, a queda do faturamento está prevista em 10%”, explica.
Apesar do acréscimo nas exportações, os resultados poderiam ser ainda melhores. O economista destaca que a crise da Argentina fez as vendas para o país, o principal comprador dos produtos amazonenses cair. Segundo o Mdic, em 2012, as exportações para a Argentina totalizaram US$ 244,33 milhões, 11,09% a menos em relação ao ano anterior.
A venda para os países da Europa também recuaram. A Alemanha, por exemplo, que em 2011 comprou o equivalente a US$ 51,34 milhões em produtos, no ano seguinte anotou queda de 18,21%.
Em contra partida, os mercados da América do Sul se apresentaram como uma boa saída para os produtos do PIM em 2012. A Colômbia comprou US$ 136,68 milhões do Amazonas, 31,72% a mais na comparação com 2011 e a Venezuela, terceiro maior comprador, respondeu por US$ 132,46 milhões, acréscimo de 51,90% sobre o ano anterior.
Fora os países sulamericanos, o Estados Unidos também foi um bom comprador. Ao todo, foram US$ 54,14 milhões, 15,85% a mais frente a 2011 quando as vendas somaram US$ 46,73 milhões.
No final do ano passado, o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira, declarou, em coletiva à imprensa, que uma das estratégias para alavancar o faturamento do PIM em 2013 é intensificar as exportações dos produtos locais, especialmente as motocicletas de baixa cilindrada, para os países da América do Sul.
“Devido ao aquecimento do mercado brasileiro nos últimos anos e a ascensão das classes C e D, o PIM focou a demanda interna. Só que nós temos que trabalhar novamente as oportunidades no mercado externo. Na América do sul se consome mais de 2 milhões de motos. Então este é o mercado que estamos buscando”, disse, na ocasião.
Entre os principais produtos exportados em 2012 figuram o preparo para a elaboração de bebidas (concentrado) com US$ 200,21 milhões (+ 27,50%), as motocicletas de baixa cilindrada com US$ 163,39 milhões (+ 45,49%) e aparelhos celulares responsáveis por US$ 120,21 milhões (+ 14,57%).

Importações

O resultado das importações, por sua vez, já era aguardado. “Vivemos um ano repleto de desafios para a economia, alto índice de inadimplência e crise de consumo. O custo dos importados se destacou muito e não tivemos como competir”.
Devido à crise, a China intensificou a venda de seus produtos no país, e o Amazonas não ficou de fora.
O estado importou Us$ 4,90 bilhões em insumos e produtos do país asiático, aumento de 17,22% frente o acumulado no ano anterior.
A Coréia do Sul apareceu em segundo lugar com US$ 1,99 bilhão (+ 4,7%) e em seguida, os Estados Unidos com US$ 1,49 bilhão (+7,97%).
Entre os insumos mais comprados estão peças para rádio e TV com US$ 2,79 bilhões (+1,82%), óleo diesel com US$ 767,04 milhões (+11,95%), componentes para telefonia com US$ 417,53 milhõesw (+53,43%) e acessórios, partes e peças para motocicletas com 412,15 milhões, o único item com retração de 10,49%.
No entanto, o economista, ressalta que um aumento de importação de insumos significa aquecimento da produção. “Esse tipo de pedido deve começar a ser feito com mais força pela indústria amazonense, a partir de fevereiro, levando em consideração que as fábricas começam a retomar as atividades na segunda quinzena deste mês”, estimou.

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