ALIMENTOS – Cesta básica subiu 13,48%

A cesta básica em Manaus subiu ainda mais no último mês de 2012, fechado a temporada com um custo de R$ 290,27 em dezembro, que significa 13,48% mais cara na comparação com R$ 255,79, registrado no mesmo período de 2011, de acordo com pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Com o aumento do preço a cesta básica da capital amazonense passou a ocupar a 5ª colocação no ranking do Brasil, dentre as 18 capitais* mais caras do país. Com o grupo composto por 12 produtos alimentícios essenciais custava R$ 284,85 no mês anterior. Assim, registrou aumento de 1,90% na comparação com o mês de novembro de 2012.
Segundo o levantamento do Dieese, a farinha de mandioca (3kg) foi o produto que apresentou o maior aumento em 12,43%, seguida da manteiga (750g) 10,16%, do arroz (3,6kg) 4,63%, do feijão (4,5kg) 2,90%, do tomate (12kg) 2,78%, da banana prata (7,5dz) 2,25%, do óleo de soja (900ml) 2,20% e do leite (6 litros) 1,10%. Já os produtos que registraram a maior redução de preço em dezembro foram o açúcar (3kg) -5,43, o café em pó (300gr) -0,95% e a carne bovina (4,5kg) -0,79%; o pão francês (6kg) manteve-se estável. O estudo aponta que a variação anual da farinha de mandioca chegou a 90,58%. A supervisora técnica do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Alessandra Cadamuru, explica que as mudanças devem-se aos fenômenos naturais, impossíveis de serem controlados pelo homem e sua tecnologia. “No inicio do ano, as cheias prejudicaram a produção e, dessa vez, foi a vazante”. Também, a queda na produção da região nordestina, associada ao aumento da demanda pela farinha, influenciou alta no ano passado.
Um dos principais produtos da cesta básica de Manaus que sofreu impacto no custo foi o arroz, principalmente, da redução de área plantada o que ocasionou diminuição da oferta do produto do mercado interno ao longo de 2012. Com resultados divulgados para as 18 capitais, em dezembro os preços aumentaram em 10 localidades, incluindo Manaus.
A oferta do feijão também sofreu revezes devido a adversidades climáticas no momento do plantio, resultando em queda de produtividade média das lavouras, assim como aconteceu com o arroz. Já, as condições climáticas tendem a determinar fortes oscilações nos preços do tomate, como ocorreu este ano, devido ao excesso de chuvas no momento do plantio ocasionando quebra de safra ao longo da segunda metade do ano. A banana registrou alta nos preços em pelo menos seis capitais.
O aumento no preço da soja nos mercados internacionais influenciou diretamente nos valores do óleo derivado de soja em 2012, com ênfase no segundo semestre do ano, devido à quebra de safras nos principais países produtores e também à especulação de preços nas bolsas internacionais de grãos. A safra nacional também teve redução, o que majorou os preços dos derivados da oleaginosa. O óleo também apresentou alta em pelo menos sete capitais.
Em Manaus o custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas composta por dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto, foi de R$870,81 durante o mês de dezembro. Equivalente cerca de 1,40 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$622,00. Em novembro, o custo da cesta básica manauara foi fixado em R$854,55, para esta mesma família.
Comparando um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus, comprometeu em dezembro, 50,73% de seu rendimento líquido após o desconto de 8%, R$572,24, referente à contribuição previdenciária, gastos na compara de alimentos básicos. Em novembro o comprometimento foi de 49,78%. Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 102 horas e 40 minutos para comprar a cesta básica em dezembro. Em novembro a jornada exigida era de 100 horas e 45 minutos. Assim, em dezembro, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar, em média, 93 horas e 54 minutos, tempo superior às 92 horas e 10 minutos exigida em novembro. Em relação, a dezembro de 2011 a jornada exigida foi menor, já que naquele mês eram necessárias 97 horas e 22 minutos. Este movimento está associado ao aumento do salário mínimo verificado no período.

Poder de compra

Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o Dieese leva em consideração o maior custo para o conjunto de itens básicos, que em dezembro foi verificado em São Paulo, e o preceito constitucional que estabelece que o menor salário pago, deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Para atender a essas necessidades, em dezembro, este valor correspondeu a R$ 2.561,47, ou seja, 4,12 vezes o mínimo em vigor, de R$ 622,00. Em novembro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.514,09, ou 4,04 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2011, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.329,35, o que representava 4,27 vezes o mínimo de R$ 545,00. (Dados do Dieese).

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