COMÉRCIO – Chuvas rebaixam expectativa do varejo

O volume de vendas do comércio em Manaus pode ficar 40% abaixo no primeiro trimestre deste ano. As chuvas intensas no período são as maiores responsáveis pelo impacto, dizem entidades do setor.
“A intensidade das chuvas pode impactar fortemente o volume de vendas do comércio entre janeiro e março deste ano”, diz o vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota.
Ele explica que normalmente a queda em comparação com os demais meses do ano é acentuada e pode ultrapassar, ou não, os 40%, dependendo de como as chuvas se comportem.
“Dependendo do horário, o tempo chuvoso espanta o consumidor principalmente do Centro da cidade, piora o tráfego, o deslocamento e consequentemente o movimento nas lojas”, detalha o economista.
O maior decréscimo, dentro do setor, segundo Frota, é registrado no varejo de materiais de construção. “As obras, tanto públicas quanto privadas, são intensificadas principalmente a partir de junho. Antes disso as chuvas atrapalham o andamento das obras e por consequencia a venda dos materiais”.

Janeiro

Em janeiro, o que vai segurar o faturamento dos lojistas, de acordo com o especialista, são as promoções, uma vez que o comércio tem oferecido descontos de até 60% sobre o valor dos produtos.
Para ele, as promoções oferecidas são de três tipos principais: descontos nos preços, extensão dos prazos de pagamento e bonificação. “É o tipo de promoção ‘leve 3 pague 2’. Ou seja, o consumidor compra uma peça de roupa e ganha outra ou entra em uma loja de informática para adquirir uma impressora e ganha o toner”, exemplificou.
Todas são estratégias para garantir o volume de vendas, prejudicado pelo período.
As liquidações, segundo Aderson Frota, são feitas de forma geral para liberar os estoques, para troca de coleções, no caso de vestuário e calçado e reposição de produtos com validade próxima do vencimento, no caso dos alimentos.
Dados repassados pela CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), apontam que, no centro comercial de Manaus, pelo menos 30% das lojas já anunciaram promoções na primeira semana do ano. Segundo a entidade, este número tende a aumentar na segunda quinzena do mês.
Mesmo com as vendas praticamente estagnadas por causa das chuvas e do período sazonalmente desfavorável, o presidente da entidade, Ralph Assayag diz apostar, após o dia 15, em setores específicos do comércio como as lojas ligadas a artigos carnavalescos, distribuidoras de bebidas e lojas de materiais escolares e papelarias.
Para ele, a projeção é de um crescimento de mais de 20% em vendas neste último setor nos próximos três meses.
“Após essa data, se espera que as pessoas voltem de férias e que as compras se intensifiquem principalmente na área de materiais escolares”, salientou.

Empregos

O vice-presidente do sindicato dos empregados do Amazonas, José Ribamar confirma que o ano comercial só inicia em março. Mas em relação à manutenção dos empregos se diz otimista. “Ainda não temos uma posição final em relação à contratação de temporários contratados para o Natal e a manutenção destes nos empregos. Mas o que temos observado, até o momento, são poucos desligamentos. Esse ano, apesar do movimento fraco, por enquanto, poderemos ter um nível de empregabilidade maior”, disse.
Os números do comércio serão repassados pelo órgão no final deste mês.

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