Cheia gera prejuízos de R$32 milhões

Entre os cultivos mais afetados está a mandioca, com prejuízo de R$18,6 milhões

A cheia dos rios no Estado já resulta em perdas agrícolas estimadas em mais de R$32 milhões. Entre os cultivos mais afetados estão a produção de mandioca, com prejuízo de R$18,6 milhões, e de banana, com o ônus de R$7,8milhões. Os números foram apresentados pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas) por meio do Levantamento das Perdas Agrícolas da Cheia 2015. De acordo com o órgão, apesar dos danos os produtos ainda atendem à demanda local.
O chefe do departamento de assistência técnica do Idam, Alfredo Pinheiro, avalia que mesmo com os impactos decorrentes da cheia dos rios ainda é possível encontrar no comércio da capital os produtos agrícolas que compõem a cesta básica do amazonense. Ele considera remota a hipótese da falta de abastecimento de algum item. “Ainda não se observa a escassez de produtos porque a subida das águas está nos níveis previstos. Mas, caso esse índice passe da normalidade, com certeza sentiremos o impacto”, disse.
Conforme o relatório atualizado semanalmente pelo Idam, até sexta-feira (27), entre 35 itens agrícolas analisados, o cultivo da mandioca, utilizada para a fabricação da farinha foi o manejo que teve maior prejuízo. Do total de R$18,6 milhões, houve perdas de pouco mais de R$1,2 milhão em produtos financiados por meio de convênios com agentes financeiros. “Cerca de 80% dos agricultores atuam no cultivo da mandioca”, comenta.
Entre as produções mais afetadas também estão e de banana com prejuízos de R$7,8 milhões, dos quais, R$1 milhão é referente a financiamento; e ainda o manejo de hortaliças que teve perdas de mais de R$1,2milhão, com o total financiado em R$196,8mil.
Segundo Pinheiro, os 62 municípios do Amazonas contam com a atuação de técnicos do instituto que repassam as informações visualizadas in loco relacionadas ao quantitativo de famílias atingidas pelas águas. No total, o Idam conta com 66 escritórios distribuídos entre os municípios. O documento repassado pelo órgão também tem a finalidade de intermediar uma renegociação das dívidas entre o agricultor e o banco, que concedeu o financiamento para a prática agrícola. “Nos casos de culturas de várzea de ciclos curtos como a mandioca, o milho, arroz e o feijão, solicitamos um ou dois anos de prazo como renegociação da dívida; mas se a cultura for de maior prazo como a de açaí, maracujá, limão ou laranja, por exemplo, solicitamos um prazo maior para esse financiamento”, informa.
De acordo com o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, o desabastecimento dos produtos agrícolas no mercado local não está descartado. Para ele, as ações principais, neste momento, devem estar centralizadas no levantamento de medidas para minimizar os impactos econômicos ocasionados pela enchente. “Ainda não sentimos um impacto com falta de alimentos mas a tendência é que nas próximas semanas isso venha a ser percebido. É uma situação extremamente lamentável porque representa prejuízos econômicos e sociais às famílias de produtores rurais que ficam à mercê de apoios governamentais e humanitários”, declara.

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