Centro tem dia de feriado, antes de protestos

A manifestação no Centro Histórico de Manaus se caracterizou apenas no final da tarde, quando um volume maior de pessoas se reuniu na principal avenida, Eduardo Ribeiro. Pela manhã o movimento no centro mais parecia um dia de domingo ou feriado, com lojistas, vendedores ambulantes, taxistas e mototaxistas reunidos em pequenos grupos conversando sobre o fraco volume de clientes e consequentemente de vendas. “E agora, quem vai pagar o almoço?” brincavam entre si.

Prefeitura

De acordo com o prefeito de Manaus Arthur Neto, há uma esperança de que a cidade não pare totalmente. “Sempre vai ter um movimento aqui, um acolá, mas que espero que Manaus não pare por inteiro, que seja pacífico. Os ônibus, por exemplo, a Justiça do Trabalho determinou que só poderão paralisar até 40% da frota, qualquer coisa fora disso será ilegal”, lembrou Arthur Neto que torce para que a democracia assimile as manifestações populares, “que o espírito democrático presida a vida dessa pessoas”.
Pelo prefeito está preocupado com a crise que paira sobre a ZFM (Zona Franca De Manaus), que se diluirá com trabalho e dedicação de todos. “Por mim será assim, eu assistirei trabalhando espero que o dia passe rápido, porque o Amazonas, a Zona Franca e Manaus precisam de trabalho. Tem uma crise na Zona Franca, tem uma crise no sistema de transporte então dias parados não são bons para resolver crises econômicas. “O Brasil não é um país rico, o Amazonas não é um Estado rico e Manaus não é uma cidade rica, temos que trabalhar e muito duramente para darmos conta do recado que está aí a nossa frente”, disse o prefeito diplomata Arthur Neto.

Movimento estudantil

Ainda no Centro Histórico prédios mistos (comercial, empresarial e residencial) receberam instrução de fechar às 15 horas por questão de segurança. Estudantes fizeram pedágio na rua Ramos Ferreira, com as pautas focadas no passe livre estudantil e cobrança das promessas de campanha do prefeito Arthur Neto. “São essas duas principais pautas, ontem nós fizemos algo inédito: renomeamos a Praça D. Pedro e adotamos o nome de Praça Estudantil Thomazinho Meireles, que foi um estudante manauara morto na ditadura militar”, disse o estudante de Direito da Unip e diretor da União Estadual de Estudantes e de Políticas Educacionais, Kennedy Costa.
Vários grupos estudantis permanecem acampados na Praça D. Pedro para chamar a atenção para a preservação do patrimônio histórico da cidade e do resgate da identidade cultural da cidade. Estão previstas atividades como apresentação de documentários educativos, cartazes ilustrativos, palestras motivadoras, dentre outras. “Fizemos chamadas pelo facebook e estamos acampados aqui para chamar atenção para os movimentos: Vem prá rua Manaus, Ocupe Baré, Movimento Passe Livre e Manaus Direitos Urbanos”, informou a estudante de direito do Ciesa, Cristiane Maciel.

Rodoviários

Os rodoviários cumpriram a determinação de liminar em colocar nas ruas 60% da frota de ônibus do transporte urbano para atender a população durante as manifestações que aconteceram ontem, quinta-feira (11). Os 40% restantes dos ônibus ficaram nas garagens das empresas em protesto à falta de definição por parte da prefeitura de Manaus com relação às reivindicações solicitadas pelo STTRM (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus) desde o início do ano.
De acordo com o 2º tesoureiro do STTRM, Jaildo Oliveira as reivindicações começaram em janeiro durante a posse do prefeito Arthur Neto que vem mantendo apenas o diálogo, sem avanços concretos para a categoria. “Eles só fazem reuniões e não assinam nada, ficou só na palavra do prefeito, sem documentos assinado, sem definição de data para regularizar as questões trabalhistas que continuam pendentes”, lamentou Oliveira. O sindicato dos rodoviários queria paralisar 70% da frota, mas a Justiça negou sob pena de multa.

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