Capitão Alberto Neto descarta ‘caciques’ na sua candidatura

Em entrevista realizada ao JC às 15h, o candidato a prefeito de Manaus pelo Republicanos, Capitão Alberto Neto, falou um pouco dos motivos que o levaram a disputar o pleito 2020 e as suas principais propostas para a cidade na área de segurança, transporte e saúde. Iniciou a carreira como professor de matemática e passou no concurso da aeronáutica como controlador de voo. Após isso, em 2007, passou para oficial da Polícia Militar do Amazonas e formou-se em bacharel em segurança e gestão pública e ingressou como oficial e capitão da Polícia Militar do Amazonas. Em 2016 formou-se em bacharel de direito e como capitão obteve bastante experiências na área de segurança pública em Manaus

Jornal do Commercio – O que o motivou a candidatar-se a prefeito de Manaus?

Cap. Alberto Neto – Há um tempo eu estava patrulhando a ruas de Manaus, arriscando a minha vida, combatendo o crime e trocando tiro com bandido junto com a minha topa. Aí, senti na pele os problemas da nossa cidade, a gente não conseguia patrulhar porque não tinha asfalto, não tinha infraestrutura em várias invasões. E a gente via de perto o drama da população, sem iluminação pública. E quando não tem iluminação pública, aquela teoria das janelas quebradas, você dar espaço para criar um estado paralela, facções criminosas vendendo drogas, seduzindo nossos filhos para entrar no mundo do crime. Essa minha experiência como deputado federal mostrou o quanto nossa cidade perde em recurso federal. Manaus é a cidade que menos recebe recurso da saúde por exemplo. E nós ainda estamos numa pandemia. Então é inaceitável Manaus não ter um hospital e não dar sua contribuição, não trabalha a prevenção, a cobertura de atenção básica é muito fraca. É 36,9% a cobertura. E o prefeito mente descaradamente que tem uma cobertura de 60%. Eu provo que a cobertura é muito baixa e a menor do país. Esgoto a céu aberto, poluindo a cidade e levando doença para as nossas crianças, 14% também é a pior capital do país em saneamento básico. É muito triste isso, e alinhar agora a minha experiência como deputado federal, a minha experiência de rua, de conhecer os bairros, de conhecer não de ouvir falar, mas o conhecer de perto as dores do nosso povo. Saber que posso contribuir de perto com a cidade para levar mais qualidade de vida para a população manauara.

JC – Mesmo sabendo que a segurança pública é historicamente de responsabilidade do governo do estado, na sua experiência como militar, que proposta você traz para a segurança pública como prefeito de Manaus? 

A.N-  Excelente pergunta. A segurança pública, aí eu posso falar como especialista, a segurança é interdisciplinar. Lógico que vamos começar com a base, que é o homem. Como nós vamos ter um guarda municipal que vai está nas praças e nos órgãos públicos e nós vamos ter um guarda municipal desarmado? Sem o devido treinamento para fazer qualquer tipo de intervenção. Eu já participei de várias ocorrências policial para socorrer o guarda municipal de assaltante com faca, não era nem uma arma, que estava assaltando na praça dos bilhares, e eu tive que socorrer os guardas municipais. Isso é um grande absurdo e uma grande vergonha. Uma cidade com 2,2 milhões de habitantes não ter um guarda municipal armado? Então a guarda municipal pode contribuir muito com a segurança pública. Um guarda municipal bem estruturada, bem armada e bem treinada. Ela pode ajudar na ronda escolar levando segurança nas escolas dos nossos filhos. Ela pode ajudar nas praças para levar segurança para quem está lá com sua família, ou está praticando algum esporte. Torna a cidade de Manaus um lugar seguro. Lembrar que fazemos fronteiras com os maiores produtores de drogas do mundo. Então, aqui é sempre um alvo. Manaus é uma cidade violenta. Então, ter uma guarda municipal armada e preparada com treinamento vai contribuir na segurança. Quando falei que ela é interdisciplinar é porque temos que levar infraestrutura para que a polícia militar patrulha nas invasões e nos nossos bairros. Precisamos levar iluminação pública de qualidade. Um lugar bem iluminado a população vai ver de longe a polícia. E o bandido vai ver e não vai cometer o crime. Agora nós precisamos fazer a nossa parte. A prefeitura precisa fazer a sua parte. então existe muita coisa a ser feita. Projetos de tecnologia onde a prefeitura pode colocar câmeras integradas como o CIOPS(Centro Integrado de Operações de Segurança), o botão do pânico no transporte coletivo, colocar GPS nos Ônibus. Isso tem duas vantagens: primeiro, você vai ter o horário exato que o ônibus vai passar na parada. Isso já acontece em várias. Quando você aciona esse botão, a viatura mais próxima faz a abordagem porque ela já sabe o ponto exato no assalto. E isso vai inibir, porque no momento que a polícia começar a prender esses bandidos, o bandido procura facilidade. Então, ele não vai mais cometer crimes. A prefeitura pode contribuir na tecnologia, na infraestrutura e na guarda municipal.

JC – Houve alguma tentativa de articular uma chapa conjunta com outros candidatos que têm a mesma linha de identidade ideológica e de proposta?

A.N- Com certeza. Eu tentei ao máximo. foi minha primeira eleição majoritária. E vi que é uma tarefa árdua e difici, é um jogo de muitas vaidades, e muitas vezes fiz a proposta de quem estivesse na frente lideraria o processo, e falei que retiraria minha candidatura se tivesse algum candidato de Direita que tivesse melhor colocado do que eu, porque o nosso interesse maior é com a cidade de Manaus, é com o nosso povo. Então é importante ter uma bandeira. Não é a política pela política, nós temos que ter uma bandeira, e minha bandeira é muito clara. De direita, de familia e conservador. E procurei alguns politicos de Direita, que se dizem de Direita, que são Bolsonaro. Conversei com todos. MAs infelizmente não foi fácil. Não conseguimos. Alguns até tiraram a candidatura. Porém, nós temos que passar uma mensagem para o povo da cidade de Manaus. Não adianta falar que é Bolsonaro e não mostrar uma proposta. Não adianta falar que é Bolsonaro e não estar preparado e experiência política. Ficou muito claro que experiência política é importante para governar a cidade. Você vai lidar com a câmara municipal. Se você nunca foi parlamentar fica mais difícil. Então essa experiência parlamentar, hoje vejo que é importante você levar para o executivo, porque você não governa sozinho, não é uma ditadura. Não é um governo autocrático. Nós vivemos numa democracia. Então ter essa experiência parlamentar é importante. Não conseguimos. Mas ficou muito claro. A população sabe que sou um aliado do presidente. Recebi o convite para ser o vice líder do governo Bolsonaro. A proposta que me honra muito. Em estar defendendo o presidente e esse governo que tem mais de 600 dias sem nenhum escândalo de corrupção. Coisa que nosso brasileiro está cansado nessa pandemia, e não queremos isso. Ganhei um prêmio recente do deputado mais transparente do congresso. Cinco estrela. Apenas 12 deputados ganharam 5 estrelas. Então levar essa transparência. Levar essa forma  de governo Bolsonaro de governar, sem toma lá dá cá, mas um governo eficiente e técnico. lógico que vamos usar câmara e a população para governar. Vai ser um governo transparente e sem corrupção. Vamos ser de Direita, conservador e um governo limpo. Sem corrupção e transparente. Todo mundo sabe que Bolsonaro. E agora eu quero mostrar como candidato as minhas propostas. 

JC –  Algumas pessoas associam a sua candidatura ao deputado Silas Câmara, líder do seu partido no Amazonas. Que tipo de argumento o senhor usa para as pessoas que encaram sua candidatura como tendo um “cacique político” por trás? 

A.N – Excelente pergunta até para esclarecer. Eu fui eleito graças ao trabalho exercido na segurança pública como policial e a pessoa reconheceu esse trabalho. Então não fui eleito por nenhum cacique político. Nenhum cacique político me elegeu. Então, não devo favor a ninguém. O único favor que eu tenho é com a população. O único compromisso que eu tenho é com a população que me elegeu. Então não tenho compromisso com cacique nenhum. O Silas Câmara é deputado federal como eu sou. Então ele está no mesmo tamanho. Ele é deputado federal e eu sou deputado federal. O Silas Câmara tem que falar por ele. Fazemos parte do mesmo partido republicanos. Inclusive os filhos do presidente também estão no partido, o senador Flávio, o vereador Carlos, o Jair que chamam de 04 também se filiou ao nosso partido. Então é um partido familia, de direita que faz parte da base do rpesidente da republica. Então não me vejo aliado a cacique político. Única aliança que tenho é com o povo de Manaus.

JC – O que você traria de novo para a cidade de Manaus?

A.N – Duas coisas que eu gostaria de falar. Primeiro, sempre falaram da questão da cidade inteligente e nunca efetivaram isso. Nós precisamos primeiro de uma internet de qualidade. Eu estive na Malásia, representei a câmara em um grande congresso sobre cidades inteligentes e vi muitos projetos que podem melhorar a qualidade de vida. Porque a cidade inteligente nada mais é do que usar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas. Mas, para isso precisamos melhorar a qualidade da nossa internet. Já estamos desenhando alguns projetos como o semáforo inteligente para organizar a fluidez do trânsito, é um projeto simples que pode ser aplicado. Outro projeto que não tem a ver como cidade inteligente, mas tem a ver como nosso futuro, é a questão da educação. Não tem outra maneira para o pobre vencer na vida. É trabalho e educação. Quem entrar no mundo do crime o caminho é cadeia ou cemitério. A vida é curta e eu falo por experiência por conviver com criminosos por mais de 10 anos. Queremos levar para as escolas municipais a escola militar que virou referência nacional. É tudo uma questão de gestão. Queremos dar oportunidade para uma criança da periferia estudar numa escola de qualidade. Muita criança não consegue entrar na escola militar, além da questão da vaga reduzida, é porque algumas escolas cobram material diferenciado. O pai precisa comprar um fardamento e a gente sabe que nessa pandemia muita gente perdeu o emprego. Queremos trazer essa experiências para s escolas municipais. A escola cívica militar. É um programa de governo nacional que o prefeito Arthur não quis aderir. Vamos fazer por iniciativa próprio e ir atrás de recurso federal para nos ajudar a ampliar o número de escolas militares em Manaus.

JC – Quais as propostas para área da saúde?

A.N – É um absurdo a cobertura para atenção básica de Manaus. A prevenção é salva vidas e é mais barato investir na prevenção. Nós temos um programa federal que o nosso estado parece que não  gosta de pegar recursos federais da saúde, mas tem um programa federal que estratégia da saúde da família que ele paga os profissionais e os agentes comunitários de saúde. (…) Vamos trabalhar com prevenção. Estamos mapeando os lugares que não tem mais postos de saúde para aumentar essa básica. O governo pode pagar até 5 mil agentes comunitários. Até o fim do nosso governo vamos ampliar e pegar tudo o que Manaus tem direito. Porque esse recurso é nosso, todo dinheiro dos recursos federais são recolhidos de impostos que nós pagamos. Queremos ampliar a cobertura de atenção básica, criar hospitais da prefeitura para ajudar na questão, por exemplo das filas de cirurgias ortopédicas, que se a gente fizer um mutirão agora, em dois anos nós vamos terminar. Muita gente está precisando de um prótese. Eu recebo muita mensagens pedindo ajuda todos os dias. Ter um hospital especializado também utilizando recurso federais. Vamos ser um governo de realização de muito trabalho.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email