Vendas com NF-e crescem no Norte em agosto

As vendas com NF-e (nota fiscal eletrônica) das empresas da região Norte avançaram pelo terceiro mês seguido e superaram a média nacional, em agosto. A média diária de vendas foi de R$ 1,91 bilhão na região, registrando novo pico de volume comercializado e alta de 5,1% em relação a julho de 2020 (R$ 1,8 bilhão). Na comparação com o mesmo período de 2019 (R$ 1,53 bilhão), a média diária de vendas apresentou aumento de 24,7%. 

No Brasil, por outro lado, a média diária de vendas de agosto atingiu R$ 26,8 bilhões, o maior patamar registrado entre os meses de 2020. O resultado é 4,4% maior que o de julho de 2020 (R$ 25,6bilhões) e 13,4% superior ao de agosto de 2019 (R$ 23,6 bilhões). Os dados estão no boletim, mensal da Receita Federal sobre nota fiscal eletrônica e foram divulgados nesta terça (22). 

Na análise do fisco federal, “o ritmo de vendas com a NF-e apresenta-se em crescente evolução” nos Estados nortistas. O levantamento aponta ainda que as vendas semanais mostram recuperação progressiva em todo o país, com faturamento semanal médio de R$ 175 bilhões, em agosto. O mês passado culminou com um pico de vendas de R$ 210 bilhões, na semana final. 

O órgão federal não disponibilizou dados segmentados para as regiões. Os números do comércio demonstram que o setor contabilizou os melhores resultados de agosto, em âmbito nacional. A média diária de vendas foi de R$ 10 bilhões, uma expansão de 1,7% em relação ao mês anterior (R$ 9,8 bilhões) e de 16,28% sobre 2019 (R$ 8,6 bilhões). Parte do movimento se deve ao atacado, que registrou R$ 7 bilhões na média diária de vendas e altas de 1,45% em relação ao mês anterior (R$ 6,9 bilhões) e de 16,67% sobre 12 meses atrás (R$ 6 bilhões).

A indústria também apresentou seu melhor desempenho anual, no mês passado. A média diária de vendas foi de R$ 14,2 bilhões, 9,8% a mais do que o apresentado no mesmo mês de 2019 (R$ 12,9 bilhões) e 5,4% superior a julho deste ano (R$ 13,3 bilhões). As indústrias de transformação e extrativa tiveram performances dentro da média, mas o segmento de eletricidade e gás (R$ 660 milhões) foi um ponto fora da curva: cresceu 3,6% em relação ao mês anterior (R$ 630 milhões), mas caiu 11,4% abaixo da marca de 12 meses atrás (R$ 740 milhões).

Internet e produtos

O comércio eletrônico (R$ 680 milhões), segmento que vem alcançando incrementos mês a mês, desde a eclosão da pandemia e a implantação das políticas de isolamento social, foi outro que apresentou sua melhor performance em agosto, com elevação de 48,6% sobre agosto de 2019 (R$ 460 milhões) e de 1,49% ante julho de 2020 (R$ 670 milhões).

Em termos de produtos, os melhores resultados vieram combustíveis e lubrificantes (R$ 105 bilhões), farmacêuticos (R$ 78 bilhões) e veículos (R$ 101 bilhões), que apresentam vendas crescentes desde maio de 2020. A Receita informa que o movimento agregado das notas fiscais eletrônicas capta, principalmente, as vendas entre empresas de médio e grande porte, bem como as vendas não presenciais de empresas para pessoas físicas. “No geral, as vendas com a NF-e indicam bom desempenho em agosto de 2020”, pontua o fisco federal, no texto da pesquisa. 

Segunda onda

No entendimento do presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Júnior, embora o comércio seja líder de vendas em todo o país, a indústria certamente vem alavancando as vendas do setor e tem papel fundamental no aquecimento das vendas do Estado, cujo modelo econômico está amparado na manufatura incentivada da Zona Franca de Manaus. 

O economista considera também que os números da Receita refletem um período atípico, em que um esboço de recuperação econômica aquece indústria e comércio – mas nem tanto os serviços –, ao mesmo tempo em que o espectro de uma segunda onda paira sobre os movimentos de reposição de estoques e vendas de produtos.

“Acredito que ainda não estamos em um pós-pandemia, mas o que vejo é que o medo de uma segunda onda está fazendo com que as empresas se empenhem em queimar estoques antigos, como se vê em segmentos como o de veículos. Ao mesmo tempo comércio e indústria correm para produzir e adquirir mercadorias novas, para se prevenirem de uma quebra de atividade gerada por um eventual lockdown”, finalizou.    

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