1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Candidato do PCB defende modelo paulista

Candidato comunista à Prefeitura de Manaus, Luiz Navarro (PCB) defende modelo paulista para distribuição de água

Sem poupar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por suas normas elitistas para determinar as regras dos debates políticos na mídia eletrônica, afrontando a Constituição Federal e discriminando os partidos sem representatividade no Congresso Nacional, o candidato comunista à Prefeitura de Manaus, Luiz Navarro (PCB), participou na quinta-feira (13) da série de entrevistas da Rádio Amazonas FM sobre as eleições 2012, criticando a privatização do sistema de abastecimento de água na capital e defendendo o modelo adotado na cidade de São Paulo como solução para o drama da água nas zonas norte e leste de Manaus.
Navarro garantiu que, se vencer as eleições de outubro, uma de suas primeiras medidas será romper o contrato com a empresa Manaus Ambiental e levar a questão à esfera do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República, com o objetivo de buscar apoio federal para resolver a crise atual por meio de soluções estruturais, abrangendo também saneamento e lixo.
“A nossa solução será seguir o exemplo de São Paulo onde funcionam onze usinas de compostagem de lixo, apesar de o adubo produzido por essas usinas não ser de primeira qualidade”, disse, observando que esse problema seria resolvido com a Prefeitura de Manaus adquirindo lixo orgânico da população, de forma selecionada.
“Essa seleção do lixo é a base da fabricação do adubo pelas usinas de compostagem. Nós compraríamos o lixo orgânico da população para fabricarmos adubos de primeira qualidade. As usinas perseguem um resíduo zero. A população separa o lixo reciclado, esse lixo seria repassado aos catadores que revenderiam esse lixo à prefeitura que se encarregaria do processo final, produzindo adubo de qualidade a fim de incentivar projetos agrícolas no entorno de Manaus”.

Aterro sanitário

Segundo Navarro, as usinas de compostagem seriam montadas com equipamentos adquiridos no mercado nacional, “nada seria importado, tudo seria fácil de montar”. Para ele, Manaus, além da crise da água, não possui aterro sanitário dentro dos padrões modernos. “O que nós temos é um aterro sanitário controlado, pois um verdadeiro aterro exige um solo impermeabilizado, um processo de coleta de gás, o que não temos em nossa cidade. As usinas de compostagem perseguem o resíduo zero, e, com elas, deixaríamos de jogar nos igarapés e nos rios o lixo in natura que forma o famigerado chorume que contamina a terra e vai poluir os nossos rios”.
O candidato comunista considera que a solução para o problema da água não pode ser dissociado da busca de políticas saneadoras para a questão do lixo. “Do jeito que as coisas vão, o lixo é jogado ao rio e é ingerido pelos peixes que, depois, vão parar nas mesas da população. Então, a solução para isso seriam as usinas de compostagem, que não produzem chorume”, sustenta, assegurando que em uma cidade do porte de Manaus cinco usinas seriam o bastante para a realização do processo.

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